A campanha Novembro Roxo chama atenção, em 2026, para a importância do acompanhamento dos bebês prematuros depois da alta hospitalar. Com o tema “Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial”, a mobilização destaca que o cuidado deve continuar em casa e na rede de saúde, conforme as necessidades de cada criança.
São considerados prematuros os bebês que nascem antes de completar 37 semanas de gestação. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2012 e 2022, o Brasil registrou mais de 3,5 milhões de nascimentos prematuros. No período, a prevalência chegou a 11,8% em 2022, e a Região Norte apresentou taxas superiores à média nacional.
A saída do hospital não encerra a assistência. O acompanhamento permite observar o crescimento, a alimentação, a respiração e o desenvolvimento da criança, além de identificar possíveis necessidades de atendimento. O Ministério da Saúde orienta que o cuidado envolva a Unidade Básica de Saúde e, quando indicado, ambulatórios especializados.
Entre as medidas de atenção humanizada ao recém-nascido estão o acolhimento da família, o contato pele a pele e o apoio à amamentação. O Ministério da Saúde explica que essas práticas fazem parte do Método Canguru e integram uma linha de cuidado que começa no pré-natal e prossegue após o nascimento.
Em Cacoal, a rede de atendimento neonatal recebeu novas estruturas em 2026. O Hospital Municipal Materno Infantil foi reinaugurado com uma estrutura ampla e apta para oferecer este tipo de atendimento. Já o Hospital Regional de Cacoal inaugurou, em setembro, oito leitos neonatais: quatro de UTI e quatro de cuidados intermediários.
A campanha reforça que cada bebê tem seu próprio ritmo e que o acompanhamento deve considerar suas necessidades individuais. Para as famílias, manter o seguimento indicado pela equipe de saúde é parte importante da continuidade do cuidado após a internação.
Nelson Salles da Redação
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