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Nozes-pecã são associadas à melhora do colesterol

Revisão científica aponta melhora no LDL e em marcadores cardiovasculares com consumo regular da oleaginosa.

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Nozes-pecã são associadas à melhora do colesterol

Uma revisão científica analisou mais de duas décadas de pesquisas sobre os efeitos das nozes-pecã (Carya illinoinensis) na saúde humana e concluiu que o consumo regular do alimento está associado à redução do colesterol LDL — conhecido como “colesterol ruim” — e à melhora de indicadores ligados ao risco cardiovascular.

O trabalho publicado em novembro de 2025 na revista Nutrients reúne evidências de ensaios clínicos e estudos observacionais conduzidos ao longo de aproximadamente 20 anos sobre a oleaginosa.

A revisão examinou estudos que investigaram o impacto do consumo de nozes-pecã em fatores de risco cardiometabólicos. Segundo os autores, diferentes pesquisas indicam que incluir a oleaginosa na alimentação — muitas vezes substituindo lanches comuns — esteve associado à:

  • Redução do colesterol total.
  • Redução do LDL.
  • Melhora em marcadores relacionados ao risco cardíaco.

Os pesquisadores também destacam que o alimento contribui para aumentar a ingestão de nutrientes considerados protetores, como gorduras insaturadas, fibras e compostos antioxidantes.

Por que o colesterol importa

O colesterol é uma substância essencial ao organismo, mas, quando está elevado — principalmente na forma de LDL — pode se acumular nas artérias e favorecer a aterosclerose, aumentando o risco de infarto e AVC. Por isso, intervenções alimentares que auxiliam na redução do LDL fazem parte das recomendações de prevenção cardiovascular.

De acordo com a revisão, os possíveis benefícios das pecãs estão ligados à composição nutricional do alimento. Elas são ricas em gorduras mono e poli-insaturadas, que podem substituir gorduras saturadas na dieta, além de conter fibras e fitoesteróis, que ajudam a reduzir a absorção de colesterol no intestino. Os polifenóis presentes na oleaginosa também têm ação antioxidante.

Os autores ressaltam que as nozes-pecã devem ser consumidas dentro de um padrão alimentar equilibrado. O alimento não substitui medicamentos ou tratamentos prescritos para controle do colesterol.

Além disso, embora os resultados sejam consistentes na literatura analisada, novas pesquisas podem aprofundar o entendimento sobre os mecanismos envolvidos e os efeitos em diferentes populações.

A revisão indica que o consumo regular de nozes-pecã pode contribuir para a melhora do colesterol LDL e de outros marcadores associados ao risco cardiovascular.

Inseridas em uma dieta equilibrada, as pecãs aparecem como uma alternativa alimentar com potencial benefício para o coração — sem substituir acompanhamento médico ou tratamento adequado.

Por Isabella França