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O Brasil e sua inesgotável habilidade de não chegar a lugar algum

Nelson Salim Salles é apresentador de programas de rádio e de TV. Está há três décadas na imprensa de Rondônia.

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É preciso admitir: o Brasil não é um país, é um stand-up de vinte séculos ininterruptos. Aqui, a cada manchete, o cidadão se pergunta se está lendo jornal ou roteiro de sátira política escrita por algum roteirista bêbado de Brasília. E agora inda tem o pastor Mafaia!

De um lado, deputados aprovam leis que ninguém pediu, mas que garantem homenagens dignas a qualquer santo, árvore ou marca de tereré que passou pelo plenário. De outro, prefeitos juram que vão revolucionar o saneamento básico, enquanto a população segue no banho “a balde”, porque a água sumiu misteriosamente – provavelmente sequestrada por algum cartel de caminhões-pipa lá no Nordeste, que a cada quatro anos, pensa na “Asa Branca” do Gonzagão.

Na economia, seguimos firmes no papel de protagonistas de uma ópera bufa. O dólar sobe, o euro cai, o Bitcoin dança lambada e o Banco Brics, oficialmente conhecido como Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), é um sonho do PT. Enquanto isso, o brasileiro mal consegue entender se a inflação está controlada ou se já deveria vender o carro para investir em arroz e feijão, o verdadeiro ouro nacional, atualmente.

No campo da segurança pública, a lógica é simples: criminoso inova, polícia corre atrás, e o povo torce para não estar no meio do enredo. É como um jogo de pega-pega, só que com fuzis, manchetes sangrentas e discursos oficiais que soam mais ou menos assim: “Estamos trabalhando”. Trabalhando em quê? Só Deus sabe!

E, claro, na política, o show de horrores continua. Discursos inflamados contra a corrupção partem justamente de quem tem três processos nas costas e uma tornozeleira mais brilhante que pulseira de ouro. E a plateia? Ah, essa ri, chora e aplaude — porque, no fundo, sabe que não tem escapatória: o ingresso para esse circo vem embutido no CPF, no CNPJ e no imposto de renda.

No Brasil, todo dia é dia de estreia, com direito a elenco renovado, roteiro absurdo e direção de amadores. Só não sabemos se rimos para não chorar ou se choramos de tanto rir. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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