Ah, meu caro leitor, se o Brasil fosse um circo, já teríamos dado falência por excesso de palhaços. Só que, em vez de nariz vermelho, eles usam gravata, terno e ainda discursam com aquele ar professoral de quem acredita estar salvando a pátria – quando, na prática, mal conseguem salvar o próprio WhatsApp da clonagem.
Temos políticos que se especializaram em fazer promessas tão sólidas quanto dieta na segunda-feira. Governadores inauguram obras que não terminam, prefeitos prometem revoluções digitais e mal conseguem pagar a conta de luz da prefeitura, e parlamentares que “lutam pelo povo” mas se assustam quando o povo resolve mesmo aparecer para cobrar.
E a economia? Um verdadeiro stand-up de terror. O dólar sobe, desce, gira e dá cambalhota, enquanto a gasolina brinca de montanha-russa e o brasileiro vira especialista em abrir aplicativo de preço de combustível como quem confere resultado da Mega-Sena.
Mas a cereja do bolo continua sendo a política nacional. De um lado, candidatos brigando para ver quem é mais “salvador da pátria”, enquanto o eleitor já pensa em se mudar para Marte, na esperança de que lá, pelo menos, o IPTU seja mais barato. Do outro, velhos caciques recauchutados se vendendo como novidade, como se pintar o cabelo escondesse décadas de mandatos “inovadores”.
No fim, seguimos firmes: entre um escândalo e outro, entre uma promessa mirabolante e uma realidade de fila no posto de saúde, o Brasil continua a ser esse show de humor involuntário. Só falta cobrar ingresso. Da Redação O Minuto Notícia - Informação é Poder!