Ah, os colunistas brasileiros... sempre prontos a oferecer ao distinto público o banquete do pensamento elevado — ou pelo menos uma marmita requentada de indignações previsíveis. Vamos ao menu de hoje: Demétrio Magnoli abre a festa perguntando como explicar jornalistas que pregam censura. Eis o paradoxo moderno: “profissionais da palavra defendendo o silêncio”. É como um padeiro militando contra o pão — só que menos nutritivo. Adriana Fernandes nos brinda com a tese de que Tarcísio deve explicações sobre o ICMS. Explicações no Brasil são como promessas de campanha: “sempre aguardadas, raramente entregues, e, quando chegam, vêm com mais siglas do que conteúdo”. Luís Francisco Carvalho Filho decreta que Bolsonaro passou a vida pregando ditadura e tortura. Nada como resumir décadas de vida pública em meia linha — quase uma bula de remédio: "uso contínuo pode causar surtos autoritários e alergia à democracia". Marina Izidro relata que a polícia inglesa saiu em defesa das corredoras de rua. É reconfortante saber que, em algum lugar do mundo, a força policial corre para proteger, e não apenas para correr atrás de bandidos em fuga — um detalhe exótico para os trópicos e não tem nada a ver com Pimenta Bueno, em Rondônia. Mariliz Pereira Jorge anuncia que a celebração da magreza extrema da mulher está de volta. Porque, claro, os problemas do século XXI são como modas dos anos 90: “sempre reaparecem, prontos para causar mais estragos do que ombreiras mal costuradas”. E eu nem estou falando dos ternos de quinta, que são vendidos nalguns lugares por aqui a fora...
Em resumo, o colunismo segue firme: “um desfile de certezas embaladas em celofane opinativo”. Para uns, indignação; para outros, diversão. Para todos nós, a lembrança de que a ironia é o único suplemento vitamínico que ainda vale a pena consumir diariamente. Essa é direto da Redação do O Minuto Notícia – Informação é Poder!