
O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção De Cacoal, Dr. Miguel Barros, afirmou que as urnas de Cacoal e Ministro Andreazza já estavam fechadas quando a Justiça Eleitoral recebeu a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a extensão do horário de votação por mais duas horas.
Segundo o relato, a decisão chegou pouco antes das 16h, horário local, poucos minutos antes do encerramento previsto. Inicialmente, os representantes reunidos na Justiça Eleitoral tiveram dúvida sobre a autenticidade da informação. Depois de consultar o código e verificar a decisão no site do STF, confirmaram que se tratava de uma ordem judicial.

A orientação, então, foi comunicada aos mesários para que não fechassem as urnas nem emitissem os boletins de votação. No entanto, de acordo com Miguel Barros, os equipamentos da comarca já haviam sido encerrados e os boletins emitidos, o que impossibilitou tecnicamente a reabertura.
Representantes da OAB em Rondônia, do Ministério Público, da Justiça Eleitoral e da Polícia Militar, acompanharam a situação. Ainda de acordo com Miguel Barros, após o fechamento das urnas, eleitores que chegaram ao local foram orientados a informar os dados do título eleitoral, o CPF e o horário de chegada.
A Justiça Eleitoral, segundo o presidente da OAB, faria um relatório para contabilizar quantas pessoas procuraram votar depois do horário inicialmente previsto.
Barros afirmou que a entidade continuaria acompanhando a totalização dos votos e que a decisão, por ser liminar, ainda poderia ser revista posteriormente.

Nelson Salles da Redação
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