A repórter Fernanda Bonilha, da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, contou a história da jovem Kemily na televisão local nesta semana. A jovem que sempre sonhou ser atriz — sonho que começou ainda na infância, de forma simples, gravando vídeos no celular da mãe – atualmente aos 13 anos, vê esse objetivo cada vez mais próximo graças à oficina de teatro realizada no município.
Com brilho nos olhos e entusiasmo na fala, Kemily conta que o gosto pela atuação nasceu cedo. “Gravar conteúdo na internet é um pouquinho difícil, né? Mas eu gosto bastante. Quando eu era pequenininha, eu pegava o celular da minha mãe e ficava gravando. Normalmente eu não postava, ficava só na galeria, mas eu amava”, relatou.
Segundo ela, o interesse pelo teatro ganhou força após um vídeo seu viralizar nas redes. “Eu peguei esse amor pelo teatro quando o meu primeiro vídeo viralizou, que foi eu atuando, inclusive. Aí todo mundo começou a falar pra eu fazer teatro. Eu falei: vou investir nesse negócio e vou fazer. E aí eu tô aqui hoje na oficina”, comemorou.
As aulas são gratuitas e acontecem no Teatro Municipal de Cacoal. A oficina é promovida pelo Conselho Municipal de Cultura em parceria com a Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer). A iniciativa reúne participantes de diferentes idades com um objetivo em comum: desenvolver expressão corporal, comunicação e criatividade por meio das artes cênicas.
De acordo com a organização, a oficina tem duração de dois dias e é aberta ao público em geral. A proposta vai além da formação artística.
“Quem fez as inscrições vai sair daqui no último dia com a sensação de uma oficina que vai resgatar a autoestima. Afinal, cultura é saúde, é vida”, destacou a coordenação.
O professor de teatro e presidente da Funcer explicou que o projeto percorre municípios do interior desde 2021, levando técnicas de iniciação teatral e democratizando o acesso à cultura.
“Já fomos em algumas aldeias indígenas também, passando as técnicas de iniciação teatral. Tem municípios que já têm grupos formados e outros onde nunca aconteceu nada. Mas trabalhamos sempre a mesma dinâmica, focando na memória criativa do ator”, afirmou.
Durante as atividades, os participantes têm contato com fundamentos que dialogam com diversas linguagens artísticas. “Tudo que é passado na oficina serve para teatro, dança, circo e também cinema. Trabalhamos marcações cênicas, expressão corporal e improvisação”, explicou.
A expectativa é que novas turmas sejam abertas nos próximos meses, ampliando o alcance do projeto e incentivando o surgimento de novos talentos locais. A parceria, segundo os organizadores, é permanente e prevê acompanhamento futuro dos participantes.
“A gente realiza esse trabalho agora e mais na frente volta para ver como está o desenvolvimento do pessoal, se já montou algum espetáculo, fazendo esse acompanhamento”, concluiu.
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