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Oncologistas detalham exames para identificar câncer colorretal

O câncer colorretal é o terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil, com estimativa de mais de 45 mil casos por ano, segundo dados do Inca.

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Oncologistas detalham exames para identificar câncer colorretal

O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no Brasil e é cada vez mais incidente em jovens, principalmente adultos com menos de 45 anos, que costumam ser diagnosticados em estágios mais avançados e com tumores agressivos.

O rastreamento do tumor tem um papel importantíssimo na prevenção e no diagnóstico precoce da doença. Quando identificada no início, apresenta taxas altas de cura.

Embora muitos casos só causem sintomas em fases mais avançadas, existem alguns exames capazes de identificar alterações no intestino grosso e no reto logo no início.

Colonoscopia é o exame de referência

A colonoscopia é o principal exame para rastrear e diagnosticar o câncer colorretal. O procedimento permite que o médico visualize todo o intestino grosso e o reto por meio de uma câmera introduzida pelo ânus. O exame também possibilita a retirada de pólipos, que são lesões pequenas na parede do intestino.

Em muitos casos, esses pólipos são benignos, mas podem crescer com o passar do tempo e evoluir para câncer. Por isso, retirar os pólipos o quanto antes diminui significativamente o risco de desenvolver algum tumor.

“A colonoscopia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico do câncer colorretal. Ela permite não apenas detectar lesões, mas também realizar biópsias e remover pólipos no mesmo procedimento, o que contribui muito para a prevenção da doença”, explica o oncologista Rodrigo Bovolin, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

Além disso, existe também a colonografia, um exame de imagem por tomografia computadorizada, menos invasivo e sem sedação. Ele pode ser uma opção para quem tem contraindicação ou recusa a colonoscopia convencional.

Contudo, a colonografia tem menor sensibilidade para identificar pólipos pequenos e não permite biópsia nem a retirada de lesões. Por isso, não substitui a colonoscopia tradicional como método principal de rastreamento.

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O sangramento pelo reto ou sangue nas fezes pode ser um dos primeiros sinais do câncer colorretal

Testes de fezes ajudam na triagem do câncer colorretal

Os exames de fezes, como a pesquisa de sangue oculto e o teste imunológico fecal, funcionam como métodos de triagem, principalmente em pessoas sem sintomas. Esses testes detectam sangramentos pequenos que podem indicar a presença de pólipos ou tumores iniciais.

No entanto, os especialistas ouvidos pelo Metrópoles destacam que eles apresentam limitações para identificar pólipos que não sangram e não substituem a colonoscopia.

Por isso, quando o resultado de fezes é positivo, a investigação deve prosseguir com o exame de colonoscopia, de preferência em um curto intervalo de tempo para evitar o agravamento do quadro.

“O atraso na realização da colonoscopia após um teste positivo está associado a piores desfechos clínicos e maior probabilidade de diagnóstico em estágios avançados”, ressalta a oncologista Fernanda Guedes, do Hospital Brasília, da Rede Américas.

Quando iniciar o rastreamento?

Para a população geral, o rastreamento deve começar aos 45 anos. Já pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas precisam iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme orientação médica.

A periodicidade varia conforme o método do exame e o resultado: a colonoscopia normal costuma ser repetida a cada 10 anos; exames de fezes devem ser feitos anualmente; quando há pólipos ou alterações, o intervalo é reduzido.

Por Karol Oliveira