
A Polícia Militar de Rondônia, por meio do Comando de Policiamento Especializado, realizou no dia 25 de junho, uma ação de fiscalização ambiental na Linha 27, próximo à Linha 23, na zona rural de Machadinho do Oeste (RO). A operação ocorreu dentro da 5ª fase da Operação Brasil Contra o Crime Organizado – Biomas 2026.
A ação teve como objetivo intensificar o combate ao crime organizado ambiental, ao desmatamento ilegal e à exploração mineral clandestina no Bioma Amazônico. A operação contou com apoio de equipes do Batalhão de Patrulhamento Tático de Ação e Reação, o BPTAR, integrantes da Missão Dominus Machadinho.
Segundo a ocorrência, os policiais foram ao local para verificar uma denúncia de possível garimpo irregular em funcionamento. Na área fiscalizada, foi localizado Manoel Nunes Neto, que se apresentou espontaneamente como responsável pelas atividades de garimpagem e pelos equipamentos existentes na propriedade.
Durante a abordagem e a vistoria no local, os policiais encontraram uma arma de fogo calibre .38 municiada, além de 10 munições intactas. Conforme a ocorrência, não foi apresentada autorização legal para a posse do armamento.

Também foram encontrados materiais ligados à atividade garimpeira, entre eles uma balança de precisão, um maçarico portátil com cilindro de gás, um frasco contendo aproximadamente meio grama de ouro, duas bateias e cerca de 60 litros de combustível que, segundo a polícia, seriam usados no abastecimento dos equipamentos de extração mineral.
Ainda durante a fiscalização, chegou ao local Carlos Eduardo Menezes Pereira, conduzindo uma motocicleta Honda Biz sem placa de identificação. Após inspeção, os policiais constataram que o veículo apresentava sinais identificadores do chassi suprimidos.
Na sequência das diligências, as equipes fizeram uma vistoria completa na propriedade e localizaram sinais evidentes de exploração mineral clandestina. Foram encontrados seis motores estacionários equipados com bombas de sucção, utilizados na área de lavra e nas proximidades da barraca usada pelos envolvidos.
De acordo com a Polícia Militar, os equipamentos estavam em condições de funcionamento. Como não havia possibilidade logística de remoção dos motores e das bombas, e para impedir a continuidade da atividade ilegal, os equipamentos foram inutilizados no próprio local. O procedimento foi registrado em termo próprio de destruição.
A polícia informou ainda que Manoel utilizava um veículo Fiat Uno Mille para deslocamentos relacionados ao abastecimento do garimpo e ao transporte do minério extraído para comercialização. O automóvel foi apreendido como instrumento supostamente empregado na prática criminosa.
Durante a ação, Silvana da Penha Siro compareceu ao local e se apresentou como proprietária da área. Conforme a ocorrência, ela declarou ter conhecimento da atividade de garimpagem na propriedade e afirmou que recebia percentual da produção mineral obtida.
Diante dos fatos, Manoel Nunes Neto recebeu voz de prisão, em tese, por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, exploração de matéria-prima pertencente à União sem autorização legal, extração mineral sem licença, dano à vegetação em área de preservação permanente e desenvolvimento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental.
Carlos Eduardo Menezes Pereira também recebeu voz de prisão, em tese, por crimes ambientais, exploração mineral irregular e por estar na posse de veículo automotor com sinais identificadores adulterados.
Em relação a Silvana da Penha Siro, a polícia informou que os elementos colhidos indicam, em tese, participação na exploração mineral clandestina, considerando a ciência e o suposto benefício econômico decorrente da atividade desenvolvida na propriedade.
Ao todo, foram lavrados autos de infração ambiental que somam R$ 683.260,00. Também foram apreendidos veículos, equipamentos, materiais usados na atividade garimpeira, combustível, ouro e uma arma de fogo.
A atuação integrada das equipes policiais resultou na interrupção imediata da atividade garimpeira clandestina, na apreensão de instrumentos utilizados na prática ilícita e na responsabilização, em tese, dos envolvidos. Segundo a Polícia Militar, a ação contribui para a proteção do patrimônio ambiental e para o enfrentamento à criminalidade voltada à exploração ilegal dos recursos naturais.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!