
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (16 de outubro de 2026), a Operação Dissolução, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar. A ofensiva tem como objetivo desarticular uma célula de organização criminosa investigada por atuar em Porto Velho e em municípios do interior de Rondônia.
A Justiça determinou o cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). As medidas são executadas em Porto Velho e no município de Alto Paraíso.
Organização criminosa controlava acesso a residencial na Zona Sul
De acordo com as investigações, o grupo teria estabelecido domínio territorial sobre um residencial popular localizado na Zona Sul de Porto Velho, onde mantinha pontos de comercialização de drogas, vigilância armada e controle sobre a entrada e saída de moradores e visitantes.
A organização também é investigada por envolvimento em crimes graves ocorridos principalmente entre 2024 e 2025, incluindo homicídios consumados e tentados, tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo, extorsão e restrição da liberdade de pessoas.
Conforme a apuração policial, a atuação criminosa não se limitava à venda de entorpecentes. O grupo teria desenvolvido uma estrutura organizada para controlar o território e impor regras à população que vivia na região.
As investigações identificaram uma estrutura com diferentes funções dentro da organização criminosa.

Entre as atividades atribuídas aos investigados estavam a guarda de armamentos, a arrecadação e distribuição de valores provenientes do tráfico de drogas, a aplicação de punições internas e a execução de ações violentas.
A organização também contaria com olheiros e responsáveis pelos pontos de venda de drogas, que deveriam prestar contas periodicamente aos integrantes da cúpula criminosa.
Outro ponto levantado pelos investigadores é a possível participação do braço armado da organização em ataques contra integrantes de uma facção rival.
Segundo a FICCO/RO, esses confrontos teriam contribuído para uma escalada de violência registrada em Porto Velho durante o segundo semestre de 2024.
A investigação também identificou indícios de comunicação e coordenação entre integrantes que estavam em liberdade e pessoas recolhidas ao sistema prisional.
Essa conexão, conforme a apuração, permitiria a continuidade de atividades criminosas mesmo com parte dos suspeitos encarcerada.
A Operação Dissolução busca atingir essa estrutura de comando e execução, além de reunir novos elementos para o aprofundamento das investigações.
A Polícia Civil orienta que informações sobre atividades de organizações criminosas, tráfico de drogas, integrantes de facções ou pessoas procuradas pela Justiça sejam comunicadas pelo Disque-Denúncia 197.
O canal oficial recebe denúncias e garante o sigilo da identidade do denunciante.
A FICCO/RO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Até a divulgação das informações sobre a deflagração da operação, não havia sido apresentado um balanço definitivo do número de pessoas efetivamente presas ou dos materiais apreendidos.
Nelson Salles da Redação
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