
A Polícia Civil de Rondônia deflagrou a Operação Escudo de Cinzas – Fase Hevea, em São Francisco do Guaporé, com o objetivo de combater crimes ambientais relacionados à exploração e comercialização ilegal de madeira nativa, além do tráfico e comércio irregular de armas de fogo.
A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), em conjunto com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e o Ministério Público. A ação também contou com apoio da Delegacia Regional de São Miguel do Guaporé, 1ª Delegacia de Ouro Preto D’Oeste, Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram a atuação simultânea de dois eixos criminosos na região. Um deles estaria relacionado ao desmatamento e comércio irregular de madeira nativa, enquanto o outro envolveria a comercialização clandestina de armamentos.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados apontados como integrantes da organização criminosa.
Dois investigados são presos preventivamente
Dois suspeitos apontados pelas investigações como líderes das respectivas frentes criminosas foram presos preventivamente.
As equipes policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão em sete endereços localizados nos municípios de São Francisco do Guaporé e Costa Marques.
Outros seis investigados foram submetidos a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre as restrições estão a proibição de acesso à unidade de conservação investigada e a suspensão de atividades de extração e comercialização de produtos florestais realizadas sem o devido licenciamento ambiental.
As diligências fazem parte de uma investigação conduzida pela DRACO2 para identificar a estrutura do grupo, eventuais participantes e a possível destinação dos produtos extraídos ilegalmente e das armas negociadas na região.
De acordo com a Polícia Civil, a operação busca interromper atividades criminosas que provocam danos ao patrimônio ambiental e, ao mesmo tempo, ampliar o enfrentamento ao tráfico ilegal de armas.
A instituição destacou ainda que ações integradas entre forças de segurança e órgãos ambientais são fundamentais para preservar os ecossistemas amazônicos, proteger áreas de conservação e combater organizações criminosas que atuam na exploração ilegal dos recursos naturais.
Nelson Salles da Redação
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