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Operação Quirinus: Polícia Civil desarticula esquema de tráfico de drogas e rinhas de galos em Rolim de Moura

Investigação aponta atuação do Comando Vermelho no controle da venda de entorpecentes, distribuição por disque-entrega, apostas clandestinas e envolvimento de diferentes núcleos criminosos.

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Operação Quirinus aconteceu no "cantar do galo"

Uma operação da Polícia Civil de Rondônia revelou a existência de uma estrutura criminosa suspeita de controlar o tráfico de drogas e organizar rinhas de galos com apostas ilegais em Rolim de Moura, na Zona da Mata rondoniense. Deflagrada na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, a Operação Quirinus teve como alvo investigados ligados a uma organização que, segundo a polícia, atuava sob influência territorial da facção Comando Vermelho.

A ação foi coordenada pela Segunda Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO2), com o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, totalizando 28 ordens judiciais. As investigações apontaram uma rede estruturada com divisão de tarefas entre fornecedores, intermediários e revendedores de entorpecentes.

Tráfico de drogas funcionava com entregas e pagamentos via Pix

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram duas frentes de atuação no comércio ilegal de drogas.

A primeira funcionava como um verdadeiro serviço de disque-entrega, com comercialização de maconha, cocaína e crack. Os pedidos eram organizados em tempo real, com fornecedores previamente definidos, entregas coordenadas e pagamentos realizados por transferências via Pix.

A segunda estrutura era voltada principalmente ao fornecimento e à revenda de maconha, utilizando pontos fixos de comercialização, conhecidos popularmente como bocas de fumo.

Durante as apurações, os policiais reuniram registros de negociações, imagens de armas de fogo e de grandes quantidades de entorpecentes. Segundo a investigação, as transações ocorriam de maneira contínua, indicando uma atividade organizada e não apenas episódios isolados de venda de drogas.

Rinhas de galos e apostas ilegais também eram investigadas

Além do tráfico, a Operação Quirinus identificou um núcleo suspeito de organizar rinhas de galos, atividades acompanhadas de apostas clandestinas.

As apurações apontam que essas práticas estariam relacionadas à mesma estrutura criminosa investigada pela Polícia Civil.

Dez investigados ligados ao núcleo das rinhas receberam medidas cautelares, entre elas a proibição de participar desses eventos e de manter contato uns com os outros.

A participação em rinhas de galos pode configurar crime ambiental por maus-tratos aos animais, além de outras infrações relacionadas à exploração de apostas ilegais, conforme as circunstâncias apuradas.

Balanço atualizado aponta dez presos, armas e dinheiro apreendido

Após o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil apresentou um balanço com dez pessoas presas, sendo sete por determinação judicial e outras três em flagrante.

Os policiais também apreenderam cinco armas de fogo, munições, drogas e dinheiro em espécie. Em um dos principais endereços investigados, foram encontrados mais de R$ 20 mil, além de entorpecentes e equipamentos utilizados pelos suspeitos.

Reportagens publicadas após a operação também informaram que mais de 200 animais foram encontrados em situação de maus-tratos, relacionados às rinhas de galos.

Polícia investiga possível lavagem de dinheiro

Outro aspecto da investigação envolve a suspeita de utilização das rinhas de galos e das apostas ilegais para movimentação de recursos financeiros em benefício da organização criminosa.

Essa possibilidade ainda está sendo apurada pelas autoridades, não significando que o crime de lavagem de dinheiro esteja comprovado em relação a todos os investigados.

Rondônia Direto

Investigados podem enfrentar penas de até 25 anos

Os suspeitos ligados à comercialização de entorpecentes poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As penas máximas desses dois delitos, somadas, podem alcançar 25 anos de reclusão, dependendo da responsabilização individual.

A operação integra ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e contou com apoio de instituições como o Ministério Público de Rondônia, por meio do Gaeco, Sesdec, Idaron e órgãos ambientais.

A Polícia Civil dará continuidade à análise dos materiais apreendidos, buscando identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a investigação sobre o funcionamento da organização.






Nelson Salles da Redação

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