Enquanto a Operação Verde Rondônia (OVR), iniciativa do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, celebra uma drástica redução de quase 80% nos focos de incêndio no estado, a capital, Porto Velho, enfrenta uma situação crítica na qualidade do ar. A equipe de reportagem conversou com o Tenente Coronel Barreto, do Corpo de Bombeiros de Cacoal, que compartilhou os primeiros resultados e desafios da operação.
A OVR foi lançada no final de fevereiro com o objetivo de prevenir e combater incêndios. Segundo o Tenente Coronel Barreto, embora a causa exata para a notável diminuição no número de incêndios ainda seja incerta, o trabalho preventivo, educativo e as palestras realizadas pelos bombeiros têm sido intensificados. "A gente não consegue afirmar até o momento o que foi exatamente que causou essa redução drástica, mas os bombeiros estão trabalhando na parte preventiva, educativo e palestras", afirmou Barreto.
O primeiro relatório da OVR revela dados importantes. Nos últimos 30 dias, o dia 10 de julho foi o pior, com 71 focos de calor detectados. Houve também um aumento preocupante entre os dias 20 e 23 de julho, com a média de focos de calor oscilando entre 57 e 70.
Essa elevação na quantidade de focos de calor coincide diretamente com um levantamento sobre a qualidade do ar em quatro bases do Corpo de Bombeiros no estado. Os gráficos apresentados mostram a quantidade de elementos tóxicos no ar em Porto Velho (azul), Guajará-Mirim (laranja), Cacoal (verde) e Porto Murtinho (amarelo). Em quase todo o período analisado, Porto Velho, Guajará-Mirim e Porto Murtinho apresentaram índices moderados a elevados de níveis tóxicos no ar, com picos notáveis nos dias 10 e entre 20 e 23 de julho, exatamente nos períodos de maior ocorrência de focos de calor. Em contraste, Cacoal manteve uma boa qualidade do ar na maior parte do tempo, subindo para o nível moderado apenas no dia 20 de julho. As consequências do calor intenso e da má qualidade do ar não afetam apenas os seres humanos. Animais silvestres também sofrem, buscando refúgio em áreas urbanas. Avistamentos não confirmados de onças e outros animais silvestres tendem a se tornar cada vez mais comuns. O Comandante do 4º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM) reforçou a importância da colaboração da população:
"Nós já capturamos mais de 90 animais durante a OVR. O ideal é que quem topar com esse tipo de animal silvestre procure o Corpo de Bombeiros, que de pronto estaremos indo ao local para que resgatemos e liberemos em seu habitat natural." Leia Mais O Minuto Notícia – Informação é Poder!