
Nesta semana, Alexandre "O Grande" de Moraes passou um baita sufoco ao ser encurralado por André "Ungido" Mendonça, após o vazamento de mais informações sobre o relacionamento contratual de sua família com as empresas do ex-bancário e cafetão de alta classe Daniel "Irmãozão" Vorcaro.
O objetivo era decidir se diferentes petições e processos (envolvendo o "Grande" e também o ministro "Ungido") deveriam ser unificados e tramitar em conjunto ou se deveriam correr separadamente. Embora muitas pessoas informadas pelo grupo de WhatsApp da família imaginassem que aquele julgamento seria o fim do "Grande", nada de novo surgiu com o nascer do sol.
"Nada de novo." Entre boas aspas, para um olhar mais atento, é notável que algumas coisas ali aconteceram, sim. Na opinião do mero mortal aqui, quem queria algo conseguiu o que queria: o "Grande", o "Ungido", a "Bruxa", o "Gordo" e o "Boca Murcha".
O Grande:

Alexandre conseguiu se manter com o mesmo desgaste que outrora havia adquirido. Mantendo sua reputação no zero a zero, ele pôde se colocar como um vitorioso da batalha neste primeiro momento, já preparado para o contra-ataque que deve ocorrer na semana que vem.
O Ungido:

Visto por parte do público religioso como um enviado dos céus para combater os demônios com a espada de São Miguel Arcanjo, André Mendonça conseguiu se distanciar das críticas ao Supremo, fazendo acenos para o seu público e criando capital político para se sustentar dentro da corte.
A Bruxa:

Xingada em diversos momentos e única mulher na suprema corte, Cármen Lúcia também conseguiu o que queria. Ela não tem mais paciência para ir comprar tomate no mercado e ter de ouvir alguém dizendo que ela parece "aquela velha do Supremo", seguido de diversos palavrões. Imagino que agora ela possa voltar a fazer compras para preparar uma sopa em seu caldeirão.
O Gordo e o Boca Murcha:

Flávio Dino e Gilmar Mendes também conseguiram motivos para se vangloriar. Como aqueles funcionários revoltados com o supervisor que faz vista grossa para qualquer coisa errada, mas pega no pé de novatos para demonstrar autoridade, os dois conseguiram uma "lavagem d'alma" após botar Edson "Geriátrico" Fachin para rebolar lentinho na chapa, acompanhado de uma chuva de frases de efeito que mostraram que o homem já passou da hora de se aposentar.
Como em um conto de fadas, o Judiciário que antes vivia "feliz para sempre" agora trava uma batalha épica com vários personagens que mais parecem vindos de uma história dos Irmãos Grimm.

Por Matheus Afonso