Uma ação da Polícia Militar, com apoio do Conselho Tutelar, foi registrada na tarde de quarta-feira, dia 4 de março, em Cacoal (RO), após a denúncia de que um bebê de apenas cinco meses teria sido retirado de casa sem o consentimento da mãe.
De acordo com informações registradas na ocorrência, a guarnição foi acionada pela Central de Operações por volta das 18 horas para comparecer à Delegacia de Polícia Civil. No local, a mãe da criança já havia formalizado um boletim de ocorrência relatando que está em processo de separação do companheiro.
Segundo o relato da mulher, o homem teria retornado de viagem e levado a filha do casal, que ainda se encontra em fase de amamentação materna, tomando rumo desconhecido.
Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e passou a acompanhar a equipe policial nas diligências. Inicialmente, os policiais se deslocaram até a residência da mãe e, posteriormente, seguiram até o endereço da avó paterna da criança, onde o homem foi localizado.
No local, o suspeito conversou com os policiais por meio de uma pequena abertura no portão e, em um primeiro momento, recusou-se a abrir para diálogo presencial com a equipe policial e com os conselheiros tutelares. Ele afirmou que trataria do assunto apenas na esfera judicial e acionou seu advogado, que passou a acompanhar a ocorrência.
Após diálogo e orientação da autoridade policial de plantão, o homem foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos e formalizar o registro da ocorrência.
A criança foi levada até a unidade policial pela avó paterna e permaneceu no local sob acompanhamento do Conselho Tutelar e da mãe. Conforme relato da equipe policial, ao chegar à delegacia o bebê estava apenas de fralda descartável e envolto em uma toalha.
A mãe também relatou que, no momento em que o pai levou a criança, teria ocorrido a retirada de seu aparelho celular. O fato foi negado pelo homem e deverá ser apurado pela Polícia Civil.
Ainda segundo o registro da ocorrência, a mulher informou que não sofreu agressões físicas na data do fato, porém relatou episódios anteriores de ameaças e agressões, manifestando interesse em solicitar medida protetiva de urgência.
O caso foi apresentado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela adoção das medidas legais cabíveis.
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