Cacoal aparece na quarta posição entre os municípios de Rondônia com mais denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral registradas pelo aplicativo Pardal. Conforme o levantamento encaminhado à redação, a cidade contabiliza 35 notificações, enquanto o estado reúne 424 registros distribuídos por 29 municípios.
À frente de Cacoal estão Porto Velho, com 125 denúncias; Ji-Paraná, com 76; e Vilhena, com 44. Os dados retratam as comunicações feitas à Justiça Eleitoral na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições de 2026.
Os registros representam suspeitas encaminhadas para análise e não significam, por si só, que houve infração ou que os envolvidos foram responsabilizados.
Disputa pela Assembleia concentra denúncias
As candidaturas a deputado estadual lideram o levantamento, com 210 registros, equivalentes a aproximadamente 49,5% do total informado em Rondônia.
Na sequência aparecem as candidaturas a deputado federal, com 103 denúncias; senador, com 55; partidos ou coligações, com 29; governador, com 20; e presidente da República, com sete.
Quanto ao tipo de propaganda questionada, o material aponta 132 registros relacionados a vias públicas, 65 a bens particulares, 55 ao uso de carros de som e 52 à propaganda na internet.
Como utilizar o Pardal
O Pardal é uma ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Para as eleições de 2026, o aplicativo foi disponibilizado gratuitamente em 16 de agosto, nas lojas de dispositivos Android e iOS.
Para registrar uma ocorrência, o cidadão deve se identificar pelo e-Título ou Gov.br, descrever a situação e apresentar informações que permitam sua apuração. É possível anexar fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos. A identidade do denunciante permanece protegida por sigilo, e o sistema fornece um protocolo para acompanhar o encaminhamento.
A participação popular contribui para a fiscalização da campanha. Cabe à Justiça Eleitoral analisar os relatos e adotar as providências cabíveis em cada caso.
Nelson Salles da Redação
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