
Um parecer médico recomendado pelo neurocirurgião Edilton Oliveira, que é o atual Secretário de Estado da Saúde em Rondônia (Sesau), pede a autorização judicial urgente para o uso experimental de polilaminina no paciente Laércio Torres, de 39 anos, que sofreu uma lesão grave na medula após acidente na BR-364, neste sábado, 12 de setembro, entre Cacoal e Pimenta Bueno (RO).
Laércio Torres foi secretário municipal de Obras em Vilhena (RO), estava acompanhado do motorista Everaldo e seguiam de Cacoal para Vilhena, quando ocorreu o acidente.
Conforme as informações preliminares, uma carreta teria iniciado uma ultrapassagem no sentido contrário, criando uma situação de risco de colisão frontal. O motorista teria retirado o veículo da pista para evitar a batida, informação que precisa de esclarecimentos.
O acidente provocou fratura e deslocamento de vértebras na região torácica, com quadro compatível com paraplegia completa, informa um laudo assinado pelo neurocirurgião dr. º Edilton Oliveira. A cirurgia deve durar cerca de três horas.
Segundo a avaliação de dr. º Edilton Oliveira, o paciente apresenta perda de movimentos e sensibilidade abaixo do nível da lesão, localizada entre as vértebras T8 e T9.

O jornal eletrônico O Minuto Notícia apurou que Laércio Torres estava clinicamente estável, respirava espontaneamente e aguardava pela cirurgia de estabilização da coluna, denominada artrodese. O procedimento ainda não havia sido realizado e por isso, há informações de que o tratamento compassivo da polilaminina seria indicado pelo neurocirurgião a frente do atendimento.
Conforme informações no laudo assinado pelo neurocirurgião Edilton Oliveira, o próprio parecer caracteriza a polilaminina como um biofármaco experimental. Embora o médico apresente uma avaliação favorável à tentativa terapêutica, essa recomendação individual não comprova que o paciente recuperará os movimentos.
Ainda conforme o documento, tanto o paciente, quanto seus familiares receberam esclarecimentos sobre a natureza experimental da intervenção, sobre os riscos conhecidos e potenciais, além da ausência de garantia de eficácia completa. O que se apurou, é que a família teria autorizado do procedimento.

Da Redação
As afirmações sobre possíveis benefícios e urgência correspondem à avaliação do médico no parecer. O material encaminhado ao jornal eletrônico O Minuto Notícia não inclui decisão judicial autorizando o tratamento, autorização sanitária específica para esse paciente ou confirmação de aplicação da substância.
Nelson Salles da Redação
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