MENU

Parlamentares se posicionam contra relatório da CPMI do INSS

Principal ponto de discordância ao relatório de Gaspar foi a lista de pedidos de indiciamento

Compartilhar:
Parlamentares se posicionam contra relatório da CPMI do INSS

Após sete meses de trabalho, a CPMI do INSS terminou na madrugada deste sábado (28) sem relatório final após a maioria do colegiado votar contra o texto do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Com cerca de 4.400 páginas, o texto, que propunha o indiciamento de 216 pessoas, teve um placar de 19 a 12 para rejeitar o parecer.

O principal ponto de discordância ao relatório de Gaspar foi a lista de pedidos de indiciamento. O texto do deputado trazia o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, as investigações apontaram 47 entidades associativas e sindicais que realizaram descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, movimentando aproximadamente R$ 10,5 bilhões.

Segundo Gaspar, os nomes relacionados para indiciamento devem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato majorado, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, fraude eletrônica, furto qualificado mediante fraude, advocacia administrativa, prevaricação, entre outros.

Veja quem votou contra:

  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Augusta Brito (PT-CE)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Jussara Lima (PSD-PI)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Meire Serafim (União-AC)
  • Neto Carletto (Avante-BA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Teresa Leitão (PT-PE)
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS)

Votaram a favor do relatório:

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Alfredo Gaspar (União-AL)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcio Bittar (PL-AC)

Rogerio Marinho (PL-RN)Como foi o último dia de CPMI

A sessão que terminou nesta madrugada começou na manhã dessa sexta-feira (27). Gaspar leu o relatório, e os parlamentares discutiram o texto feito pelo deputado antes do início da votação.

Em meio à esperança de prorrogação dos trabalhos da comissão, a sessão da última quarta-feira (25), que era destinada à apresentação do parecer, foi cancelada, o que levou a uma leitura às pressas para cumprir o prazo de funcionamento da CPMI, que se encerrava neste sábado.

Na quinta-feira (26), o STF derrubou, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça que determinava a extensão do funcionamento do colegiado.

A última reunião da CPMI foi marcada por tensão e até tumulto, com críticas e trocas de ofensas entre os parlamentares. O deputado Lindbergh Faria (PT-RJ) protagonizou um desses momentos com o relator, que revidou com xingamentos.

Já à noite, Gaspar usou o espaço na comissão para se defender de uma acusação de estupro, feita por Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que teria ocorrido anos atrás. O deputado negou as acusações e disse que o fato envolve um parente que também se chama Alfredo Gaspar.

Instalada em agosto do ano passado para investigar as fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, a a CPMI funcionou por sete meses e realizou 37 reuniões e mais de 1.000 quebras de sigilo.

Redação Do R7

Junte-se ao Nosso Grupo! Receba notícias em primeira mão

Faça parte do nosso grupo WhatsApp.

Entrar Agora →