
Viajar de avião continua sendo um desafio para moradores de Cacoal e dos demais municípios da Zona da Mata de Rondônia. Dados do Anuário do Transporte Aéreo 2025, divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), revelam que Rondônia possui a segunda tarifa aérea média mais cara do país, ficando atrás apenas de Roraima.
A reportagem é de Márcio Gomes, da TV Suruí Cacoal e foi ao ar no programa Comando na TV, apresentado por Nelson Salles, nesta sexta-feira, 31 de julho.
De acordo com o levantamento, o preço médio das passagens aéreas no estado alcançou R$ 1.277 em 2025, representando um aumento de 40% em relação ao ano anterior — o maior crescimento percentual registrado entre todas as unidades da federação.
A realidade é bem conhecida pelos passageiros que utilizam o Aeroporto Capital do Café, em Cacoal, principal terminal aéreo da região da Zona da Mata. Grande parte das viagens exige conexões em outros centros urbanos, o que acaba elevando ainda mais os custos para destinos como Brasília, São Paulo e diversas capitais brasileiras.
Especialistas apontam que a distância entre Rondônia e os principais polos econômicos do país é um dos fatores que influenciam os preços elevados. A esse cenário somam-se a oferta limitada de voos comerciais, os custos operacionais das companhias aéreas — especialmente com combustível — e a baixa concorrência entre empresas que operam na região.
Mesmo diante das dificuldades, o Aeroporto Capital do Café mantém sua importância para o desenvolvimento regional. Em 2025, o terminal registrou a movimentação de mais de 11 mil passageiros, consolidando-se como, uma importante porta de entrada e saída para moradores, empresários e profissionais que dependem do transporte aéreo.
Enquanto o mercado não apresenta mudanças significativas que ampliem a concorrência e reduzam os custos, especialistas recomendam que os passageiros planejem suas viagens com antecedência. Na maioria dos casos, adquirir as passagens com alguns meses de antecedência ainda é a alternativa mais eficiente para encontrar tarifas mais acessíveis.

Nelson Salles
Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!