Dr Tatiana
Uma pesquisa conduzida pela bióloga e pesquisadora Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem chamado atenção em todo o país ao apresentar resultados promissores no tratamento de lesões medulares graves, condição que pode levar à paraplegia ou tetraplegia.
Após mais de 25 anos de estudos, a pesquisadora desenvolveu um medicamento experimental baseado em polilaminina, uma proteína com potencial de auxiliar na regeneração do tecido nervoso lesionado.
O que é o tratamento?
A polilaminina atua na regeneração dos axônios, que são os prolongamentos das células nervosas responsáveis por transmitir impulsos elétricos pelo corpo. Em casos de lesão medular, esses prolongamentos são danificados, comprometendo movimentos e sensibilidade.
O composto experimental busca promover neuroproteção e estimular a regeneração dos tecidos nervosos no local da lesão.
O que são tetraplegia e paraplegia?
A paraplegia ocorre quando a lesão na medula espinhal compromete os movimentos e a sensibilidade dos membros inferiores. Já a tetraplegia (ou quadriplegia) é mais grave e afeta tanto membros inferiores quanto superiores, podendo impactar também funções respiratórias e motoras mais amplas.
Essas condições geralmente resultam de acidentes, quedas, traumas ou outras lesões severas na coluna vertebral.
Resultados iniciais
A pesquisa, desenvolvida em parceria com o laboratório Cristália, apresentou resultados considerados promissores em estudos experimentais. Relatos indicam que pacientes com lesões medulares graves, incluindo casos de tetraplegia e paraplegia, demonstraram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade após o tratamento.
Um dos casos que ganhou repercussão nacional foi o de Bruno Drummond de Freitas, que apresentou melhora funcional após o uso do composto experimental.
Situação atual
Apesar da repercussão e dos resultados iniciais animadores, o tratamento ainda se encontra em fase experimental. Novos estudos clínicos mais amplos dependem de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para comprovação definitiva da segurança e eficácia do medicamento.
O caso ganhou destaque nacional no final de 2025 e início de 2026, sendo visto por especialistas e pacientes como uma possível nova esperança no tratamento de lesões medulares, embora ainda exija validação científica em larga escala.
A pesquisa representa um avanço significativo da ciência brasileira na área da neurologia e da medicina regenerativa.
Hosana Henke.
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