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Pix proporciona economia de R$ 106,7 bilhões ao Brasil, aponta estudo

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Pix proporciona economia de R$ 106,7 bilhões ao Brasil, aponta estudo

Desde sua criação em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos Pix já proporcionou uma economia estimada de R$ 106,7 bilhões à sociedade brasileira. Somente no primeiro semestre de 2025, a redução de custos alcançou R$ 18,9 bilhões, segundo levantamento inédito do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

A pesquisa utilizou a metodologia denominada “captura de custo”, que compara os valores que seriam pagos por meio de transações tradicionais — como TEDs e cartões — com os custos efetivos do uso do Pix. O resultado aponta para uma significativa economia direta, especialmente para lojistas e consumidores.

O estudo também destaca ganhos indiretos, como o incentivo à formalização de pequenos negócios, redução no uso de dinheiro em espécie — o que pode impactar positivamente a segurança pública — e ampliação da inclusão financeira, já que o sistema é acessível até mesmo a quem não possui cartão bancário. Crescimento e projeções Com a adesão crescente ao sistema, o MBC projeta que o Brasil poderá economizar até R$ 40,1 bilhões por ano até 2030. Hoje, o Pix já lidera em volume de transações no país, superando meios tradicionais como cartões de débito e TEDs.

O Banco Central segue ampliando as funcionalidades do sistema, incluindo modalidades como Pix por aproximação, agendado, automático, por comando de voz, pagamentos de boletos e a futura versão parcelada. Há ainda planos para o Pix internacional e em garantias. Questionamentos internacionais Apesar do sucesso doméstico, o Pix entrou no radar de autoridades norte-americanas. Em julho, o governo dos Estados Unidos, a pedido do presidente Donald Trump, incluiu o sistema brasileiro em uma investigação comercial, alegando possível prática desleal no mercado de serviços financeiros.

A iniciativa gerou forte reação de instituições como a Febraban, do governo federal e de economistas internacionais. O FMI elogiou o modelo brasileiro, enquanto o Nobel Paul Krugman afirmou que o Brasil “pode ter inventado o futuro do dinheiro”. Modelo centralizado em debate A pesquisa também chama atenção para o caráter centralizado do Pix, operado diretamente pelo Banco Central. Essa estrutura teria garantido agilidade e segurança na implantação, mas levanta questionamentos quanto à neutralidade e sustentabilidade futura do sistema.

Experiências internacionais, como o sistema UPI na Índia, o FPS no Reino Unido e o Swish na Suécia, são citadas como alternativas de modelos híbridos ou com maior participação do setor privado.

“A adoção do Pix foi uma mudança estrutural no sistema financeiro brasileiro”, afirma Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do MBC. “Ele reduziu custos, aumentou a eficiência e melhorou o ambiente de negócios. Mas é preciso pensar em sua evolução.” Da Redação O Minuto Notícia - Informação é Poder!

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