
O custo total para a equalização das taxas de juros do Plano Safra 2026/27 será de R$ 18,1 bilhões ao longo de vários anos. Com a redução das taxas para a agricultura empresarial e familiar, os gastos da União subiram 35%, tomando por base o orçamento necessário na safra 2025/26 para a subvenção, previsto em R$ 13,4 bilhões.
Na agricultura empresarial, o custo será 41% maior, saltando de R$ 3,9 bilhões na temporada 2025/26 para R$ 5,5 bilhões agora. Já na agricultura familiar, o gasto saiu de R$ 9,5 bilhões para R$ 12,6 bilhões.
Essa é a verba aplicada pelo Tesouro Nacional ao longo de vários anos para equalizar as taxas de juros aos produtores rurais. A equalização é a diferença entre o custo que os bancos têm para captar os recursos mais o spread aplicado por eles e a taxa final cobrada dos agricultores que tomam os empréstimos. O pagamento é feito para as instituições financeiras mensalmente.
Para esse ano, ainda há cerca de R$ 1,9 bilhão em caixa para pagamento de equalização de juros. Os recursos orçamentários entram na subvenção tanto de operações passadas, contratadas em safras anteriores e que estão ativas, quanto as novas, que serão contratadas no Plano Safra 2026/27, entre julho e dezembro.
O orçamento reservado para a agricultura empresarial (de R$ 5,5 bilhões) vai apoiar a contratação de até R$ 97 bilhões em crédito de linhas com taxas equalizadas. Ao todo, o Plano Safra de médios e grandes produtores terá R$ 525,1 bilhões.
O montante de crédito com taxas equalizadas para médios e grandes produtores caiu em relação aos R$ 113,7 bilhões previstos no início da safra 2025/26. Ao longo da temporada, com remanejamentos feitos entre linhas e instituições financeiras, a oferta diminuiu, para R$ 91,3 bilhões.
Para a agricultura familiar, a previsão era de R$ 43,3 bilhões de recursos com taxas equalizadas em linhas do Pronaf no início da safra 2025/26. O valor recuou para R$ 35,6 bilhões ao longo da temporada.
Ainda não foram divulgados os montantes de 2026/27. Ao todo, os agricultores familiares terão mais de R$ 85 bilhões em crédito rural.
Por Rafael Walendorff — Brasília