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Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em Cerejeiras, RO

Mulher de 52 anos, teria matado o marido de 71, envenenado. Dois animais domésticos também morreram.

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Nesta segunda-feira, 27 de novembro, a Polícia Civil de Cerejeiras (RO), deflagrou a Operação “Viúva Negra” que investiga o homicídio ocorrido em 30 de setembro, na zona rural do município. Durante a operação, um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Uma mulher de 52 anos, que seria companheira da vítima, pode ser a autora do crime.

A acusada chegou a ser presa e atribuída como autora do crime. A vítima, um homem de 71 anos, não tinha filhos e morreu envenenado. Inicialmente, o caso estava sendo investigado como “morte suspeita”, pois algumas informações sobre a saúde da vítima e a cena do crime foram falsificadas para parecer um caso de morte natural.

No entanto, ao longo das diligências investigativas, verificou-se tratar-se de um caso de homicídio premeditado.

Foi apurado que, no dia dos fatos, dois animais domésticos também morreram por envenenamento. No local, foram coletados diversos vestígios que auxiliaram na constatação de que a morte da vítima foi causada por envenenamento.

A investigação contou com o apoio do Dr. Flávio Caldeira, Médico Veterinário, doutor em Patologia Animal e professor do IFRO de Colorado de Oeste (RO), que foi nomeado perito “ad hoc” e realizou a perícia nos animais, constatando o envenenamento. Durante o exame tanatoscópico, o IML coletou, entre outros elementos, o conteúdo estomacal da vítima. Posteriormente, em exame toxicológico, foi constatada a presença da substância tóxica “terbufós” - inseticida e nematicida, do tipo organofosforado, utilizado na agricultura, que causou a morte da vítima por envenenamento. A Perita Criminal - Farmacêutica-Bioquímica e Mestre em Ciências Farmacêuticas - Carolina Matias Diniz destacou que, durante o Exame Toxicológico em Material Biológico, foi possível constatar a presença do composto tóxico nos conteúdos estomacais dos animais e da vítima.

O laboratório forense é capaz de detectar, por meio de exames laboratoriais, várias espécies de compostos que podem auxiliar nas investigações criminais. Nelson Salim com informações da Polícia Civil

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