Rondônia, 24 de abril de 2024
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Polícia Federal realiza buscas contra Governador do Amazonas por desvios de verbas de combate a covid-19

Secretário de Estado da Saúde não foi encontrado. Existe contra ele, um mandado de prisão por indícios de favorecimento a empresários em construção de hospital de campanha.

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Secretário da Saúde, Marcellus Campêlo (esq.) e o governador Wilson Lima (dir.) — Foto: Reprodução

Logo pela manhã desta quarta-feira, dia 02 de junho, a Polícia Federal bateu a porta do Governador Wilson Lima (PSC), do Amazonas. A operação da PF investiga supostas irregularidades, envolvendo verbas federais para a construção de hospitais de campanha, para atender infectados pela covid-19.

Marecellus Campêlo Secretário de Estado da Saúde, um empresário e várias outras pessoas, são alvo de mandado de prisão por supostas irregularidades. Outros 19 mandados de prisão estão sendo cumpridos.

De acordo com informações da Polícia Federal, Marcellus Campêlo teria favorecido empresários na construção dos hospitais e com isto, cometido irregularidades no gasto do dinheiro disponibilizado para o combate a covid-19 e tratamento dos pacientes infectados.

Seis mandados de prisão temporária foram expedidos para Manaus (AM) e Porto Alegre (RS). Agentes da PF cumpriram neste momento mandados de buscas na casa do Governador, Secretária de Estado da Saúde e de empresários ligados a construção dos hospitais.

O STJ também autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados, inclusive, do Governador Wilson Lima e Marcellus Campêlo.

Do G1/AM 

PF diz que hospital coloca pacientes e funcionários em risco

As ações são parte da quarta fase da Operação Sangria, que investiga crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer um grupo de empresários locais para a construção de um hospital de campanha, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.

De acordo com a PF, esse local não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Os contratos assinados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas para serviços de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem no hospital de campanha têm indícios de irregularidades no processo licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

Com informações do G1/AM



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