Desde o início de fevereiro, a arroba do boi gordo e a do “boi China” acumulam alta de R$ 20 no Estado de São Paulo — Foto: José Florentino/Globo Rural
O mercado pecuário começou a semana com os negócios em ritmo mais lento em parte do mercado, com alguns frigoríficos fora das compras. Com isso, a maioria das regiões brasileiras manteve estabilidade nos preços do boi gordo nesta segunda-feira (23/2), informa a Scot Consultoria.
Das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot, 19 apresentaram estabilidade nas cotações do boi gordo em relação ao encerramento da semana passada. Em outras 13 praças foram registrados aumentos de valores.
Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), regiões de referência para o mercado, as ordens de compra foram maiores nos frigoríficos que estavam ativos. Com isso, apesar de as praças paulistas não terem registrado mudanças na cotação do boi gordo, que seguiu a R$ 347 a arroba, houve alta de R$ 5 para a vaca (agora a R$ 325 a arroba), de R$ 3 para a novilha (R$ 335) e de R$ 2 para o “boi China” (R$ 352).
Desde o início de fevereiro, a arroba do boi gordo e a do “boi China” acumulam alta de R$ 20 no Estado de São Paulo. O preço da vaca já subiu R$ 21 no mesmo período, e o da novilha, R$ 18, segundo a Scot.
A consultoria Agrifatto destaca que, na semana passada, a média nacional das escalas de abate ficou parada, com a maior parte das praças fechando em cinco dias úteis, mostrando que a oferta permanece justa e as programações seguem curtas. O padrão foi de estabilidade na maioria das regiões, sem mudança no ritmo de compra das indústrias. Apenas alguns mercados pontuais tiveram redução de um dia nas agendas, o que reforça o cenário de escalas encurtadas.
No mercado atacadista, apesar de a reposição de estoque ter diminuído nos últimos dias, esteve em nível satisfatório, especialmente para a segunda quinzena do mês, período em que o consumidor tende a se voltar para proteínas mais baratas. Dessa forma, segundo a Scot, a cotação das carcaças casadas seguiu sustentada em relação à semana passada.
Em relação ao mercado externo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume médio que tem sido embarcado por dia segue acima de 10 mil toneladas. Até a terceira semana de fevereiro, a média diária está em 14.823 toneladas de carne in natura, volume 56% maior que o do mesmo mês do ano passado.
O preço em dólar também tem subido com o passar das semanas, contrabalançando a queda do câmbio. A média parcial do mês está em US$ 5.613 a tonelada, equivalente a R$ 29.301 por tonelada.
Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre