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Preço do café avança em Nova Iorque apesar da colheita brasileira

Analista vê movimento do proteção dos investidores contra baixas que se avizinham diante da expectativa de aumento na oferta.

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Colheita de café no Brasil deve crescer mais de 20% em 2026/27, segundo consultoria — Foto: Divulgação

O preço do café subiu na bolsa de Nova York com investidores ajustando posições antes do início da colheita no Brasil, que vai aumentar a disponibilidade do grão e adicionar pressão de baixa para as cotações. Nesta terça-feira (17/3), os lotes para maio fecharam em alta de 0,65%, a US$ 2,9475 a libra-peso.

De acordo com Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, neste período final de entressafra no Brasil – maior exportador global do tipo arábica – é natural que as cotações tenham oscilações para cima. Isso, no entanto, deve mudar à medida que a colheita no país registrar avanços.

“Há relatos pontuais de colheita da nova safra, que deve começar a ganhar tração, como de costume, por Rondônia. Por ora o clima segue muito bom, com muita chuva e muito sol, que devem garantir boa maturação e um rendimento maior dos grãos. No momento a nossa safra está bem encaminhada”, avaliou Bonfá.

Na semana passada, a StoneX elevou para 75,3 milhões de sacas sua previsão para a safra de café no Brasil em 2026/27. A estimativa é 20,8% maior se comparada com a produção obtida na temporada anterior.

Ainda segundo Bonfá, o mercado estabeleceu um limite para novas altas, que nesse momento é de US$ 3, em função do menor volume exportado pelo Brasil em fevereiro. Para março, acrescenta o analista, o país deverá exportar 3,3 milhões de sacas, e esse é mais um fator que deve pressionar os futuros do café para baixo.

Cacau

Em dia de realização de lucros, o preço do cacau registrou queda na bolsa americana. Os lotes da amêndoa para maio caíram 2,02%, a US$ 3.349 a tonelada.

Açúcar

Nos negócios do açúcar em Nova York, os contratos para maio fecharam em alta de 1,83%, a 14,45 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de laranja

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em forte queda. Os lotes para maio registraram baixa de 4,10%, a US$ 1,8955 a libra-peso.

Algodão

O algodão seguiu com preços mais altos mesmo após subir mais de 3% na véspera. Os contratos para maio fecharam em alta de 0,85%, cotados a 68,77 centavos de dólar por libra-peso.

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)


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