O preço do café voltou a chamar a atenção dos produtores de Rondônia nesta semana. Cotação divulgada pela MMC Agrícola, referente à quarta-feira, 26 de agosto de 2026, aponta a saca de café sendo comercializada a R$ 920,00 no valor bruto, enquanto o preço livre ficou em R$ 905,00 por saca.
Os números revelam uma retração quando comparados aos valores registrados poucos dias antes e mostram como o mercado cafeeiro continua sujeito a oscilações em um curto espaço de tempo.
No dia 20 de agosto, conforme o histórico apresentado pela empresa, o café chegou a R$ 975,00 bruto por saca, com valor livre de R$ 959,10. Já no dia seguinte, 21 de agosto, a cotação caiu para R$ 925,00 bruto e R$ 909,92 livre.
Na segunda-feira, dia 24, os valores permaneceram em R$ 925,00 bruto e R$ 909,92 livre. Na terça-feira, 25, houve pequena recuperação, com a saca chegando a R$ 930,00 bruto e R$ 914,84 livre.
Entretanto, na quarta-feira (26), ocorreu nova redução: R$ 920,00 bruto e R$ 905,00 livre.
Queda de R$ 55 por saca em seis dias
A comparação entre os dias 20 e 26 de agosto mostra que o valor bruto da saca caiu R$ 55,00, passando de R$ 975 para R$ 920. Isso representa uma retração aproximada de 5,64% em apenas seis dias.
No preço livre, a redução foi semelhante. O valor passou de R$ 959,10 para R$ 905,00, diferença de R$ 54,10 por saca.
Para o produtor que possui um volume maior de café disponível para comercialização, uma oscilação dessa proporção ganha dimensão considerável. Em um lote hipotético de 100 sacas, por exemplo, a diferença de R$ 55 no preço bruto representa R$ 5,5 mil entre a cotação do dia 20 e a registrada no dia 26.
Café tem enorme importância para Rondônia
A movimentação dos preços é acompanhada atentamente pelos cafeicultores, especialmente na Zona da Mata e na região de Cacoal, onde a cafeicultura possui forte presença econômica e social.
Rondônia consolidou-se ao longo dos últimos anos como importante produtor de cafés canéforas, especialmente Robusta e Conilon, com avanços na produtividade, qualidade dos grãos e utilização de tecnologias nas propriedades.
Por isso, alterações no preço da saca não atingem somente quem produz. O desempenho da cafeicultura movimenta propriedades rurais, trabalhadores, comércio, transportadores, armazéns, empresas de insumos e diferentes setores da economia dos municípios produtores.
O próprio informativo da MMC Agrícola destaca que o preço pode variar no decorrer do dia. Além das oscilações do mercado, o valor efetivamente negociado também pode apresentar diferenças de acordo com características do produto e condições comerciais estabelecidas entre produtor e comprador.
O boletim apresentado na quarta-feira também indicava o dólar a R$ 5,16, enquanto o mercado internacional apresentava queda nas referências de Londres e Nova York.
Para o cafeicultor, portanto, acompanhar diariamente o comportamento das cotações tornou-se parte fundamental da tomada de decisão sobre o momento de comercializar a produção.
Nesta referência regional mais recente apresentada pela MMC Agrícola, o café encerrou o dia 26 de agosto de 2026 cotado a R$ 920,00 bruto e R$ 905,00 livre por saca, depois de ter alcançado R$ 975,00 bruto apenas seis dias antes.
Nelson Salles da Redação
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