
Uma Marisa Orth tomada pela emoção ajoelha-se diante de Fafy Siqueira. A reverência – entre duas soberanas, aliás – marcou o Prêmio do Humor, cuja versão paulistana aconteceu na última segunda-feira (30) e teve Fafy como grande homenageada da noite. O evento, idealizado por Fabio Porchat, chegou à sua sexta edição naquela capital e reuniu grandes nomes do segmento no BTG Pactual Hall.
O local foi ocupado por comediantes de diferentes gerações, dos veteranos Ana Lucia Torre (ela também uma atriz dramática de responsa) e Moacyr Franco – este, compositor também como Fafy – a nomes das novas gerações como os quase xarás Marco Luque e Marcos Veras, passando por feras como Grace Gianoukas e Marcelo Mansfield, egressos do inesquecível Terça Insana, entre outros reunidos ali pelo casal de promoters e empresários Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho.
A cerimônia prima pela agilidade, uma vez que são apenas cinco as categorias da noite. E ela foi aberta por Porchat que, após o preâmbulo habitual, deu a largada às premiações. E a primeira foi a de Texto, dada a Juliana Rosenthal por “Dá trabalho”. A dupla Ricardo Grasson e Heitor Garcia, de “Drácula”, levou a melhor no quesito Direção.
Já a categoria Especial contemplou a comédia “Titanique” e, chegada a hora do quesito Performance, Marcos Veras, vencedor na do ano anterior, entregou o troféu a Lívia Lagatto por sua “Neyde Pistola”. O cronograma foi encerrado por Moacyr Franco, escalado para entregar o troféu de Espetáculo a “Cenas da menopausa”.
E faltava a cereja do bolo, e ela foi colocada por Marisa Orth, chamada ao palco por Porchat para render o supracitado tributo a Fafy. Diante de imagens que mostravam-na ao lado de grandes nomes como Roberto Carlos, Fafy destacou o quão importante é o humor ser feito por mais mulheres. E ela fala isso do alto de cinco décadas dedicadas a exercer o gênero. Viva Fafy!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto), Rafael Cusatto e Giovani Albino (imagens)