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Produtores de arroz recorrem à Justiça para coibir fraudes comerciais

Foram avaliadas 228 marcas em 170 estabelecimentos; 36% das embalagens apresentavam grãos quebrados acima do limite permitido.

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Produtores de arroz recorrem à Justiça para coibir fraudes comerciais
O arroz é classificado como tipo 1, 2 ou 3 conforme a quantidade de grãos quebrados presentes na embalagem — Foto: Freepik

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou nesta quinta-feira (26/2) que ingressará com ações judiciais contra fraudes na tipificação do arroz comercializado no varejo. O comunicado foi feito durante a primeira reunião do ano da Câmara Nacional Setorial do Arroz, realizada na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS).

O arroz é classificado como tipo 1, 2 ou 3 conforme a quantidade de grãos quebrados presentes na embalagem. Segundo a Federarroz, levantamento contratado pela entidade analisou 228 marcas em 170 estabelecimentos de seis Estados e identificou que 36% das embalagens apresentavam índice de grãos quebrados acima do limite permitido para a classificação informada no rótulo. A partir dos resultados, foram formalizadas 139 denúncias.

Ao detalhar as medidas, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que a entidade adotará providências na esfera cível e penal. “Quando nós, produtores, vendemos arroz, o quebrado é descontado. No momento da amostragem, é classificado como um arroz de menor valor. Consequentemente, os beneficiadores pagam menos pelo arroz que possui mais quebrado”, explicou.

O diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, confirmou que as ações serão encaminhadas nos próximos dias. “Nós vamos mover as ações civis públicas cabíveis, os processos penais referentes à indústria, ao importador, varejo, enfim todos os que estejam se beneficiando indevidamente”, declarou.

Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre


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