Anunciada em 2023 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, como uma medida estratégica para reforçar a segurança do Presídio Federal de Porto Velho, a construção da muralha de contenção permanece inacabada e sem cronograma para retomada. O empreendimento, que teve investimento previsto de R$ 48 milhões e deveria ser concluído até maio de 2025, foi abandonado pela empresa responsável antes de atingir metade da execução prevista. A estrutura, planejada para cercar integralmente o presídio, com torres de vigilância e postos de controle, visava ampliar a proteção contra fugas e tentativas de invasão — como a registrada em Mossoró (RN) — além de reforçar a segurança de um dos complexos mais sensíveis do sistema prisional federal, que abriga detentos de alta periculosidade. Contudo, com as obras paralisadas, a ausência de medidas efetivas do Ministério da Justiça acentuou a inquietação entre os policiais penais e servidores do sistema, que denunciam o aumento da vulnerabilidade da unidade. Lula será cobrado durante visita a Porto Velho Com agenda confirmada em Porto Velho para a próxima sexta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá ser interpelado sobre o abandono da obra. Representantes sindicais e agentes da segurança pública preparam questionamentos diretos ao chefe do Executivo federal, exigindo respostas sobre a rescisão contratual com a empresa anterior e a expectativa de nova licitação.
A muralha é considerada peça fundamental para o fortalecimento do aparato de contenção e vigilância do presídio federal localizado na capital rondoniense. Até o momento, o Ministério da Justiça não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!