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Psicólogo Marcos Cardoso alerta para importância do diálogo, controle emocional e busca por ajuda

Em entrevista preparada para a TV Suruí Cacoal, especialista aborda os desafios enfrentados pelos homens para expressar sentimentos, lidar com pressões emocionais e superar preconceitos relacionados à psicoterapia.

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Psicólogo Marcos Cardoso faz alerta sobre controle emocional dos homens

A saúde emocional masculina ganha destaque neste mês de novembro, período marcado por campanhas de conscientização sobre a saúde do homem. O psicólogo e terapeuta Dr. Marcos Cardoso, foi o entrevistado de Nelson Salim Salles, na TV Suruí Cacoal, com foco nos desafios emocionais enfrentados pelos homens e na importância de reconhecer sentimentos, desenvolver o autocontrole e procurar acompanhamento profissional quando necessário.

A entrevista propõe uma reflexão sobre um comportamento ainda presente na sociedade: a dificuldade de muitos homens em demonstrar vulnerabilidade, falar sobre seus problemas e reconhecer a necessidade de apoio emocional.

A cultura de que homem não pode demonstrar fraqueza

Desde a infância, muitos homens recebem orientações para serem fortes, não chorarem e enfrentarem os problemas sozinhos. Embora frequentemente associadas à resistência e à responsabilidade, essas cobranças podem dificultar o reconhecimento e a expressão dos sentimentos.

Uma das questões centrais da entrevista é compreender de que maneira essa educação influencia o comportamento masculino na vida adulta, especialmente diante de situações de tristeza, medo, insegurança e frustração.

O silêncio também pode ser um sinal de sofrimento

Outro assunto abordado é o hábito de guardar sentimentos e evitar conversas sobre dificuldades pessoais.

O sofrimento emocional nem sempre é comunicado por palavras. Mudanças de comportamento, irritabilidade, isolamento e dificuldades nos relacionamentos podem indicar que algo não está bem, embora esses sinais, isoladamente, não permitam estabelecer um diagnóstico.

A entrevista busca esclarecer quando o silêncio merece atenção e como familiares e amigos podem perceber mudanças que justifiquem uma conversa acolhedora.

Controle emocional não significa reprimir sentimentos

Saber administrar emoções é uma habilidade importante para a convivência familiar, profissional e social.

Entretanto, existe uma diferença entre reconhecer uma emoção e escolher como reagir a ela e simplesmente tentar ignorar aquilo que se está sentindo.

A discussão com o psicólogo inclui situações de raiva, ansiedade e frustração, com atenção às maneiras de evitar atitudes impulsivas sem deixar de reconhecer as próprias emoções.

Relações familiares também são afetadas

A dificuldade de expressar sentimentos pode criar barreiras na comunicação entre casais, pais, filhos e amigos.

A entrevista também destaca a importância do diálogo, do afeto e da presença emocional nos relacionamentos.

A proposta é discutir caminhos para que os homens consigam comunicar suas necessidades e preocupações com mais clareza, construindo relações baseadas no respeito, na compreensão e na confiança.

Procurar ajuda psicológica não é sinal de fraqueza

Entre os temas previstos está o preconceito que ainda cerca a procura por atendimento psicológico, especialmente entre homens que nunca passaram por um processo terapêutico.

Mudanças persistentes no sono, no humor, no comportamento e na convivência social podem justificar uma avaliação profissional.

A psicoterapia oferece um espaço de escuta e acompanhamento, no qual questões emocionais podem ser trabalhadas de maneira individualizada.

O roteiro também prevê esclarecimentos sobre como funciona o início do acompanhamento psicológico, principalmente para quem sente receio ou vergonha de procurar ajuda.

Novembro Azul: cuidar da saúde também significa cuidar das emoções

Embora o Novembro Azul seja amplamente associado à conscientização sobre a saúde física masculina, o período também representa uma oportunidade para ampliar as conversas sobre bem-estar psicológico, relacionamentos e qualidade de vida.

Reconhecer dificuldades emocionais, conversar sobre sentimentos e buscar orientação profissional são atitudes que podem contribuir para uma vida mais equilibrada.

Assista a entrevista completa, abaixo:





Nelson Salles da Redação

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