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PT volta ao jogo em Porto Velho e tenta reescrever sua trajetória em Rondônia

Segundo levantamento do Instituto Phoenix, divulgado recentemente, o pré-candidato Christhian Takaki aparece na liderança das intenções de voto, com 30%, em um cenário estimulado. Trata-se de um desempenho significativo, especialmente para um partido que, na última década, enfrentou uma sequência de derrotas e esvaziamento político no estado.

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PT volta ao jogo em Porto Velho e tenta reescrever sua trajetória em Rondônia

Após anos à margem das grandes disputas eleitorais em Rondônia, o Partido dos Trabalhadores (PT) volta a figurar com relevância no cenário político da capital, Porto Velho. Segundo levantamento do Instituto Phoenix, divulgado recentemente, o pré-candidato Christhian Takaki aparece na liderança das intenções de voto, com 30%, em um cenário estimulado. Trata-se de um desempenho significativo, especialmente para um partido que, na última década, enfrentou uma sequência de derrotas e esvaziamento político no estado.

O PT, que em outras épocas ocupou espaços estratégicos na administração pública rondoniense — inclusive a Prefeitura de Porto Velho (RO) e cadeiras na Assembleia Legislativa — viu sua base encolher vertiginosamente nos últimos dez anos. O desgaste nacional sofrido pelo partido, em decorrência de escândalos como a Lava Jato, teve reflexo direto nas urnas no estado, onde o discurso conservador ganhou força, impulsionado por pautas morais e de segurança pública. Nesse contexto, o desempenho de Takaki sinaliza não apenas uma possível recuperação eleitoral, mas também a capacidade de resgatar parte do eleitorado progressista da capital. Com um discurso pautado na inclusão social, fortalecimento da economia local e gestão pública eficiente, o pré-candidato parece captar o sentimento de parte da população que busca alternativas à polarização política tradicional. Ainda assim, a caminhada está longe de ser definida. Na segunda colocação da mesma pesquisa, aparece a ex-vereadora Ellis Regina, com 27%, demonstrando que o cenário ainda está aberto. Takaki, embora liderando, enfrenta resistências: o PT ainda carrega estigmas, e parte do eleitorado permanece reticente quanto a uma eventual volta da legenda ao comando da capital.

A nível estadual, o partido tenta se reorganizar e retomar sua presença institucional. A última vitória expressiva do PT em Rondônia foi em 2010, quando conquistou uma vaga no Senado com Fátima Cleide e disputou fortemente o governo estadual. Desde então, sua representatividade se dissipou, reduzindo sua atuação a candidaturas pontuais e frágil inserção legislativa. O novo momento do partido, no entanto, passa por uma estratégia de reconstrução que envolve o fortalecimento de quadros locais e a aproximação com movimentos sociais. Takaki encarna essa nova proposta — é jovem, tem discurso técnico e vem construindo alianças além do campo tradicional da esquerda. O desafio agora é traduzir esse crescimento nas pesquisas em engajamento real e votos consolidados. A história mostra que, em Rondônia, a distância entre intenção e resultado é larga, e a máquina política conservadora tem força para reagir.

Para o PT, as eleições de 2024 em Porto Velho são mais do que uma disputa municipal — representam uma chance real de reabilitação institucional. Para os eleitores, é o momento de avaliar se estão prontos para permitir que a legenda volte a ocupar protagonismo político na capital.

Independentemente do resultado, o renascimento do debate em torno de propostas progressistas é um sinal de maturidade política. E, talvez, um reflexo do desgaste dos modelos tradicionais que dominaram Rondônia na última década. Leia mais https://ominutonoticia.com.br/2025/07/pt-faz-o-que-stf-chama-de-milicia-digital-sob-vista-grossa-da-corte/ O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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