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Quando o silêncio pesa mais que a verdade

E quando observamos o nosso próprio meio, algo chama atenção.

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Quando o silêncio pesa mais que a verdade

Existem momentos na vida em que a gente simplesmente não sabe o que fazer. Momentos em que você olha para os dois lados da história e percebe que, de qualquer forma, alguém vai sair chateado. Alguém vai se sentir ferido. Alguém vai interpretar de uma maneira diferente daquilo que você realmente quis dizer.

E então surge o dilema.

Ficar em silêncio?

Ou falar?

Aprender a se calar parece, muitas vezes, o caminho mais fácil. Mas o silêncio também pesa. Ele vai ficando guardado dentro da gente, dia após dia, até que começa a adoecer por dentro. Porque fingir que nada aconteceu, quando algo nos incomoda profundamente, também tem seu preço.

Por outro lado, falar também não é simples.

A verdade, quando dita, pode doer. Pode ser ouvida… mas nem sempre é realmente escutada. E muitas vezes quem fala acaba sendo visto como o problema, mesmo quando apenas tentou ser honesto.

A vida, no fundo, é como uma montanha-russa. Existem dias difíceis, confusos, desconfortáveis. Mas são justamente esses momentos que nos fazem crescer, amadurecer e entender melhor quem somos.

E quando observamos o nosso próprio meio, algo chama atenção.

Muitas vezes são mulheres que acabam entrando em disputas silenciosas. Disputas por espaço, por reconhecimento, por medo de serem substituídas, de perderem lugar ou de não serem vistas.

Mas talvez este seja um dos maiores equívocos.

Cada mulher tem seu próprio brilho.

Seu tempo.

Seu jeito de ocupar o mundo.


Não estamos aqui para competir o tempo todo. Não estamos aqui para diminuir umas às outras. A vida não precisa ser uma corrida de quem aparece mais ou quem conquista mais espaço.

Porque no final das contas, o que realmente fica é aquilo que construímos juntas.

Servir, apoiar, levantar outras mulheres… isso também faz parte da caminhada. Mas servir não pode significar adoecer, se anular ou carregar tudo sozinha até que o peso se torne insuportável.

Porque quando o silêncio vira doença, talvez já tenhamos esperado tempo demais.

E então fica a pergunta que talvez muitas mulheres também carreguem dentro de si:

Até quando vamos permitir que a rivalidade feminina fale mais alto do que a força que existe quando caminhamos juntas?




Colunista Hosana Henke.

Reflexões e análises do cotidiano

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