O encanador britânico Tom Hayman, de 28 anos, passou meses com fortes dores na barriga e perdeu peso rapidamente. O homens que mora em Warrington, na Inglaterra, também estava sem apetite e cada vez mais cansado até descobrir que esses sintomas eram na verdade um câncer no pâncreas.
Mesmo assim, segundo relato publicado pelo jornal britânico The Sun, Tom ouviu de médicos que os sintomas poderiam estar ligados ao consumo excessivo de refrigerantes ou a problemas simples de digestão. Em uma das consultas, ele chegou a ser informado de que era “muito jovem” para ter câncer.
Durante cerca de seis meses, Tom voltou ao médico diversas vezes porque as dores não passavam. A família afirma que, nesse período, exames mais detalhados não foram solicitados.
A situação só mudou depois que ele foi encaminhado para exames no hospital de Warrington, onde uma tomografia revelou que Tom tinha um tumor neuroendócrino agressivo no pâncreas.
Câncer de pâncreas
- Esse tipo de câncer ocorre quando células anormais crescem e se multiplicam no pâncreas, formando um tumor.
- Entre os principais sintomas da condição, estão: dor abdominal ou nas costas, perda de apetite e perda de peso involuntária, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras, coceira na pele, indigestão e fadiga.
- Dependendo do estágio da doença, o câncer de pâncreas pode ser tratado através de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.
- Não há medidas específicas para prevenir o câncer de pâncreas, porém evitar o tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade são boas alternativas para diminuir o risco da doença.
Quando o câncer foi descoberto, ele já havia se espalhado para o fígado, o que tornou o quadro ainda mais grave. Os médicos também identificaram um coágulo sanguíneo no órgão.
Os tumores neuroendócrinos são considerados raros. Eles se formam em células que produzem hormônios e podem surgir em diferentes partes do corpo, como o pâncreas. Em muitos casos, os sintomas são vagos — dor abdominal, perda de peso, alterações digestivas — o que pode atrasar o diagnóstico.
Tom é pai de uma criança de 4 anos e noivo de Mary Cooper, que relata em suas redes sociais que o diagnóstico do companheiro foi devastador. “Em todas as consultas antes do diagnóstico, nós sentíamos que algo estava errado, mas sem respostas concretas”, diz Mary.
Após a confirmação do câncer, a família passou a buscar alternativas de tratamento fora do Reino Unido. Eles encontraram na Alemanha uma possibilidade de terapia com células dendríticas, um tipo de imunoterapia que tenta estimular o sistema imunológico a atacar o tumor.
Como o tratamento no exterior envolve altos custos, a família criou uma campanha de arrecadação no GoFundMe. Na descrição da campanha, Mary afirma que o objetivo é dar a Tom “uma chance de lutar” e destaca que o casal quer continuar presente na vida do filho pequeno.
A história passou a ser compartilhada como um alerta sobre a importância de investigar sintomas persistentes — mesmo em pessoas jovens — quando o quadro não melhora com o tempo.
Por Isabella França