
O Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio brasileiro, afirmou que a nova regra de monitoramento socioambiental para concessão de crédito rural fortalece a agenda de sustentabilidade do país e reduz riscos nas operações de financiamento.
"Entendemos que a iniciativa aprimora a destinação dos recursos, fortalece a agenda de sustentabilidade e contribui para a redução de riscos na concessão de crédito ao mitigar a exposição a produtores que possam vir a sofrer embargos ou restrições futuras. Sua implementação tende, ainda, a estimular uma postura mais pro-ativa dos produtores no processo de regularização ambiental", informou o BB, em resposta à reportagem.
Há receios no setor produtivo de que a regra poderá travar o acesso a produtores que cumprem a legislação.
A nova norma, que entrou em vigor nesta quarta-feira (1/4), promoveu ajustes no sistema de avaliação de desmatamento ilegal, que passou a considerar a base oficial de dados consolidada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a partir das informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"O direcionamento da medida é a mitigação do desmatamento ilegal. Nesse sentido, produtores que comprovem a regularidade da intervenção, mediante a apresentação da documentação prevista no próprio normativo, poderão dar prosseguimento à proposta de crédito", avaliou o BB.
O Ministério do Meio Ambiente já disponibilizou orientações sobre o tema e ferramentas de consulta ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) a ser considerado nas operações.
Por Rafael Walendorff — Brasília