Uma revisão integrativa de nove artigos brasileiros identificou fragilidades no acolhimento profissional como a categoria mais frequente entre os fatores relacionados à baixa adesão de gestantes ao pré-natal. O levantamento também encontrou dificuldades de acesso aos serviços, vulnerabilidade socioeconômica e falta de compreensão sobre a importância das consultas. O trabalho foi desenvolvido com buscas na Biblioteca Virtual em Saúde entre março e abril de 2025.
Na análise, problemas no acolhimento apareceram em cinco dos nove estudos. As dificuldades de acesso foram mencionadas em três artigos e envolveram obstáculos como distância e transporte. Vulnerabilidade socioeconômica apareceu em dois, enquanto a dificuldade de compreensão sobre o acompanhamento foi registrada em um estudo. Esses números indicam quantos artigos abordaram cada categoria — não quantas gestantes enfrentaram cada situação.
A revisão também reuniu possíveis complicações discutidas nos estudos: mortes maternas, citadas em quatro artigos; doenças gestacionais, em um; e alterações psicossociais após o parto, em outro. Os autores do trabalho destacam que a literatura analisada associa a falta de acompanhamento a riscos durante a gestação e o puerpério, mas a revisão não demonstra, por si só, uma relação de causa e efeito em casos individuais.
Entre as medidas sugeridas no trabalho estão busca ativa de gestantes, visitas domiciliares para quem enfrenta barreiras de acesso, escuta qualificada, orientações claras e capacitação das equipes de saúde. São recomendações apresentadas pelas autoras para fortalecer o vínculo com as pacientes e facilitar a continuidade do cuidado.
O Ministério da Saúde recomenda que a primeira consulta de pré-natal ocorra até a 12ª semana de gestação. A Caderneta Brasileira da Gestante informa que o acompanhamento deve incluir pelo menos sete consultas e continuar regularmente até o parto e o puerpério.
O DOI informado no material da iMF Press Global direciona à página do trabalho na editora Atena. O TCC relacionado está disponível no Repositório Institucional da Universidade de Caxias do Sul. A informação de que mais de 20% das gestantes do Rio Grande do Sul não realizaram pré-natal adequado em 2022 foi localizada no TCC, que atribui o dado ao Datasus; a cifra e o critério de adequação ainda precisam ser conferidos diretamente na base antes de serem apresentados como dado independente.
Clique AQUI e vjea a página do trabalho e DOI na Atena; TCC no repositório da UCS; Caderneta Brasileira da Gestante.