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Romário anuncia devolução de salário após repercussão da Copa

Anúncio ocorre após questionamentos sobre o recebimento de salário durante o período em que participou da cobertura da Copa.

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Senador disse que não se licenciou para votar pelo fim da escala 6"1 e recebeu elogio de Alcolumbre. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Acompanhando a Copa do Mundo nos Estados Unidos, o senador Romário (PL-RJ) disse que não se licenciou porque quer votar pelo fim da escala 6x1. Mesmo assim, o parlamentar se comprometeu a devolver a parte de seu salário referente aos dias em que esteve no evento esportivo, participando como comentarista no canal do YouTube CazéTV.

"Votarei pelo fim da escala 6x1. O dia da votação ainda não foi marcado. Pelo compromisso que assumi de votar favoravelmente a essa matéria é que decidi não tirar licença no Senado no período em que estou acompanhando a Copa do Mundo. A tecnologia moderna permite que eu me conecte por vídeo, como estou fazendo agora, e dê o meu voto. [...] Voluntariamente, abri mão do meu salário por todo o período em que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário, desde o primeiro dia da Copa. O que for pago, será devolvido aos cofres públicos", afirmou, durante a sessão desta terça-feira (30).

Hoje, a remuneração mensal de um senador é de R$ 46.366,19. A Copa do Mundo começou no dia 11 de junho e segue até 19 de julho, ou seja, mais de um mês.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aproveitou a oportunidade para criticar a pressão sofrida pelo parlamentar nas redes sociais. Para ele, "as agressões são tantas e tamanhas, que estão forçando um colega senador, participando ativamente de um episódio mundial, a falar no microfone que está abrindo mão de qualquer remuneração para devolver aos cofres públicos".

"Vossa Excelência está honrando o Brasil ao participar da Copa como ídolo do futebol mundial e honra o nosso Senado com a sua fala. Essa polarização política tem prejudicado muito o trabalho de todos nós parlamentares, que estamos sofrendo ataques infundados nas redes sociais. Estão nos atacando institucionalmente e pessoalmente. Isso não pode continuar", completou Alcolumbre.

Por Vinicius Macia



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