
Com a aproximação do fim do período chuvoso, Rondônia já acende o sinal de alerta para a temporada de queimadas. Antecipando-se ao rigor do verão amazônico, o Governo do Estado, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar, deu início às estratégias de enfrentamento à estiagem com o lançamento da Operação Verde Rondônia.
A TV Suruí Cacoal, canal 15.1, entrevistou o tenente-coronel Barreto, comandante do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar em Cacoal. A reportagem é de Matheus Afonso e Jurandir Telles.
A iniciativa foi oficializada nesta semana e marca o início de uma mobilização em todo o território estadual. De acordo com o comando do 4º Grupamento de Bombeiros Militares, o foco inicial das ações está voltado à conscientização da população. Enquanto o solo ainda mantém umidade e as temperaturas não atingiram seus picos, as equipes atuam em palestras educativas, orientações e atividades preventivas.
O planejamento da operação não é recente. Segundo a corporação, os preparativos vêm sendo estruturados desde o ano passado, com ampliação de recursos humanos, materiais e logísticos, visando uma resposta ainda mais eficiente em 2026. A operação teve início no último dia 16 de março e já conta com atuação em diversos pontos estratégicos do estado.
Atualmente, equipes estão distribuídas em mais de uma dezena de localidades, desenvolvendo ações de orientação direta à população. Paralelamente, está prevista a capacitação de brigadistas em comunidades indígenas, reforçando a capacidade de resposta em regiões mais sensíveis durante o período crítico de estiagem.
Além do Corpo de Bombeiros, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também iniciou o processo de contratação de agentes temporários para reforçar o combate a incêndios florestais. As inscrições seguem abertas até o dia 20 de março.
Os dados mais recentes acendem ainda mais o alerta. Informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio da plataforma TerraBrasilis, apontam que Rondônia registrou 1.879 focos de incêndio ao longo de 2025. O dado mais preocupante está na concentração desses focos em áreas periurbanas.
Porto Velho lidera o ranking estadual, sendo responsável por 34% dos registros de incêndios florestais no período. O cenário evidencia não apenas fatores climáticos, mas também a persistência de práticas irregulares, como o uso do fogo para limpeza de terrenos — uma conduta ilegal.
Para 2026, a preocupação das autoridades é que a combinação entre clima seco e ações humanas repita, ou até agrave, os índices do ano anterior. Diante disso, o Corpo de Bombeiros reforça o alerta: queimadas urbanas são crime e oferecem riscos à saúde, ao meio ambiente e à segurança pública.
A orientação é clara e direta: qualquer sinal de fumaça deve ser comunicado imediatamente pelo telefone de emergência 193.
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