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Servidores da educação em RO param atividades; mais conflitos com o governo

Paralisação convocada pelo SINTERO reflete insatisfação acumulada da categoria com a gestão de Marcos Rocha;

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Servidores da educação em RO param atividades; mais conflitos com o governo

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO) declarou, nesta semana, greve geral dos servidores estaduais da educação, com início marcado para quarta-feira, 06 de agosto.

A paralisação atinge professores, técnicos e demais servidores da rede estadual, em um movimento que representa mais um episódio de embate entre a categoria e o Governo de Rondônia, liderado por Marcos Rocha (União-Brasil).

O sindicato convoca os profissionais a aderirem ao movimento com o lema: "Verás que um filho teu não foge à luta", numa campanha marcada por indignação diante de promessas não cumpridas, defasagem salarial, más condições de trabalho e desvalorização dos servidores da educação. Reivindicações e impasse Entre as principais pautas estão: Reposição das perdas salariais acumuladas; Cumprimento de acordos firmados em greves anteriores; Reestruturação do plano de carreira; Melhoria nas condições das escolas estaduais; Pagamento de gratificações e progressões atrasadas. De acordo com o SINTERO, houve diversas tentativas de diálogo com o governo estadual, mas as negociações estagnaram. O sindicato afirma que os servidores não veem alternativa senão a greve, diante da "inércia do Executivo" e do "descumprimento de compromissos assumidos". Histórico de greves na gestão Marcos Rocha Desde o início do primeiro mandato de Marcos Rocha, em 2019, Rondônia tem sido palco de reiteradas manifestações e greves por parte de diversas categorias do funcionalismo público. A seguir, um breve balanço: 2020-2021: Em meio à pandemia, profissionais da saúde e da educação protestaram por falta de EPIs e condições de trabalho adequadas. O retorno presencial às aulas gerou embates entre sindicatos e governo. 2022: Técnicos administrativos da educação paralisaram atividades por reestruturação de carreiras e salários. 2023: Servidores do Detran-RO realizaram greve por mais de 40 dias, impactando emissão de documentos e vistorias. 2024: Agentes penitenciários e servidores da saúde realizaram paralisações pontuais, cobrando melhores condições e reajustes. 2025: Além da atual greve na educação, técnicos da Emater e professores universitários já haviam realizado atos de advertência neste ano. Em todos os casos, o denominador comum foi a queixa de descaso do Executivo Estadual, acusando o governo de não cumprir acordos homologados ou retardar respostas às demandas. Governo se posiciona? Até o momento, o Governo de Rondônia ainda não emitiu nota oficial sobre a greve declarada pelo SINTERO. No entanto, em ocasiões anteriores, a administração estadual defendeu que os reajustes dependem da Lei de Responsabilidade Fiscal e da disponibilidade orçamentária. A greve, caso se prolongue, poderá comprometer o calendário letivo estadual, afetando milhares de estudantes da rede pública. O clima nas escolas Nas redes sociais, professores relatam sobrecarga de trabalho, salas de aula sem estrutura e salários defasados. A adesão ao movimento grevista já se mostra significativa em diversas regionais, segundo informações preliminares repassadas pelo sindicato. Conclusão A paralisação da educação estadual em Rondônia é mais do que um ato isolado. É parte de uma série de desgastes que vêm se acumulando entre o funcionalismo e o governo Marcos Rocha. Sem diálogo efetivo, o Executivo caminha para um segundo semestre conturbado, onde greves e pressões populares podem dificultar ainda mais a governabilidade em áreas estratégicas.

A sociedade, por sua vez, assiste preocupada à deterioração da relação entre Estado e servidores, cujos efeitos recaem diretamente sobre o serviço público e a formação de futuras gerações. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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