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Sessão marcada por bate-boca e intervenção policial termina com punição a deputados

Discussões acaloradas interromperam a sessão, que precisou de intervenção policial para ser concluída.

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Alencar chamou Chiquini de "rábula", que rebateu dizendo que o deputado tinha "sorte de ser idoso". Reimont pediu a expulsão do advogado. (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Reimont (PT-RJ) protagonizaram uma discussão com o advogado Jeffrey Chiquini, nesta terça-feira (5), durante a sessão do Conselho de Ética da Câmara.

O colegiado aprovou a suspensão por dois meses dos dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) pela ocupação do plenário da Casa em 2025.

Alencar disse que Chiquini estaria debochando de sua fala, o advogado reagiu. A Polícia Legislativa foi chamada para conter a confusão. Reimont chegou a pedir que o advogado fosse retirado do plenário.


Chiquini, que fez a defesa de Van Hattem, estava sentado à frente de Alencar. “O advogado fica debochando aqui, sorrindo, alegre, porque ele é o dono da verdade. Ele é o rábula [quem exerce a advocacia sem formação em Direito] do autoritarismo”, disse o deputado.

O advogado pediu ao presidente do colegiado, Fabio Schiochet (União-SC), que fizesse constar na ata que ele havia sido chamado de "rábula". “Estou sendo interrompido. Não pode interromper um parlamentar”, rebateu Alencar.

“Ele me injuriou. Vai falar para os teus colegas de crime, de facção”, acusou o defensor. Schiochet pediu a Chiquini que encerrasse a discussão e recompôs o tempo de fala do deputado. O advogado seguiu questionando Alencar: “Quem é rábula?”

O parlamentar voltou a dizer que Chiquini não poderia debochar de quem estava com a palavra. Deputados da oposição criticaram os governistas.

“Presidente, não é possível, um senhor convidado vir aqui…”, disse a deputada Mária do Rosário (PT-RS).

“Estou no exercício do meu trabalho”, disparou Chiquini. Van Hattem se levantou e começou a discutir com os deputados da base.

Neste momento, um policial legislativo acompanha a confusão próximo a Chiquini enquanto Schiochet pedia “calma”. O presidente concedeu a palavra ao deputado do PSOL, mas Van Hattem protestou, afirmando que seu advogado havia sido agredido.

“Olha a agressão ao advogado, o mínimo é [fazer] um desagravo ao advogado”, disse o parlamentar do Novo.

“Agressão é que o jurisconsulto do autoritarismo — ficou bom assim? — fez, debochando enquanto eu estava falando. Isso não é papel de advogado, seja ele excelência, doutor, rábula. estão usando isso para melar a votação”, retrucou Alencar.

Chiquini disse ao deputado que ele “tem sorte de ser idoso”.

“Ele acabou de dizer, esse moleque”, relatou Alencar. O deputado Reimont (PT-RJ) pediu a retirada do advogado do plenário. Chiquini levantou para confrontar Reimont e juntou as mãos em frente do corpo como se estivesse usando algemas.

“Ele ameaçou o deputado”, acusou Reimont. Dois agentes da polícia legislativa se aproximaram e Schiochet deixou a Mesa e foi até os parlamentares para tentar conter a confusão.

O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), pediu a presença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “O advogado estava ao meu lado, ele não desrespeitou em nenhum momento o parlamentar e foi desrespeitado com palavras injuriosas”, disse o líder.

Schiochet garantiu que as prerrogativas de Chiquini seriam respeitadas e a sessão prosseguiu.

Por Camila Abrão



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