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Sinais discretos dificultam diagnóstico precoce do câncer digestivo no país

País registra cerca de 781 mil novos casos por ano. Saiba como prevenir tumores digestivos e por que o diagnóstico precoce salva vidas

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Sinais discretos dificultam diagnóstico precoce do câncer digestivo no país

O Brasil enfrenta um crescente desafio na saúde pública. As estimativas apontam cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, e boa parte deles atinge o aparelho digestivo. Entender os riscos e agir com antecedência pode fazer toda a diferença.

Entre os tumores mais frequentes estão o câncer colorretal e o câncer gástrico. O colorretal registra aproximadamente 50 mil novos diagnósticos anuais, ocupando as primeiras posições tanto em homens quanto em mulheres no país.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante

Grande parte dos cânceres digestivos evolui sem sintomas evidentes. Quando os sinais aparecem, a doença já pode estar em estágio avançado, o que reduz as opções de tratamento.

“Grande parte dos cânceres digestivos evolui de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado, o que reduz as chances de tratamento com cura”, explica o Dr. Leonardo Emílio da Silva, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sinais que merecem atenção médica

Alguns sintomas podem parecer comuns, mas não devem ser ignorados. É importante consultar um médico ao perceber qualquer um desses sinais:

  • Alteração persistente do hábito intestinal;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dor abdominal que não passa;
  • Sensação de estufamento ou náuseas frequentes.

O câncer gástrico, em especial, costuma ser confundido com problemas digestivos simples. “Muitos sintomas são confundidos com problemas digestivos comuns, o que faz com que o paciente demore a buscar avaliação médica”, alerta o especialista.

Prevenção: o que está ao seu alcance

Uma parcela significativa dos casos de câncer colorretal está ligada a hábitos de vida. Fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e consumo de álcool aumentam o risco.

A boa notícia é que mudanças no estilo de vida têm impacto direto na prevenção. Veja o que ajuda a reduzir os riscos:

  • Adotar uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais;
  • Praticar atividade física com regularidade;
  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e carnes processadas;
  • Evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool;
  • Manter o peso saudável.

Além dos hábitos saudáveis, os exames de rotina são fundamentais. A colonoscopia, por exemplo, permite identificar e remover lesões antes que evoluam. Quando o câncer colorretal é detectado cedo, as chances de cura podem ultrapassar 90%.

O papel da tecnologia no tratamento

Os avanços na medicina também têm beneficiado quem já recebeu um diagnóstico. A cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia robótica oferecem mais precisão e resultados melhores para o paciente.

“Hoje contamos com técnicas que permitem uma abordagem mais segura e menos agressiva, com recuperação mais rápida e menor tempo de internação”, destaca o Dr. Leonardo. Entre os benefícios estão menos dor no pós-operatório e melhores resultados oncológicos.Maio é o mês da saúde digestiva

O Dia Mundial da Saúde Digestiva é celebrado em 29 de maio, e o mês inteiro é dedicado à conscientização sobre doenças do aparelho digestivo. A data é um lembrete de que cuidar da saúde começa muito antes do surgimento de qualquer sintoma.

“O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos, com melhor qualidade de vida para o paciente”, reforça o especialista. Informação e prevenção continuam sendo as ferramentas mais eficazes no combate ao câncer digestivo.

Da Redação da Saúde em Dia

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