
Professores da rede municipal de Cacoal (RO) iniciaram uma greve na manhã desta terça-feira, 8 de setembro, após duas paralisações da categoria. Dezenas de profissionais se concentraram na Praça Municipal para cobrar a aplicação da atualização salarial de 5,4%, percentual informado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cacoal (Sinsemuc).
Em entrevista ao repórter Mateus Afonso, Fernando Neves, representante do sindicato, afirmou que a reivindicação é pela aplicação do reajuste em toda a carreira do magistério, preservando as diferenças salariais relacionadas ao tempo de serviço e à qualificação profissional.
Segundo Neves, Cacoal implementou o piso nacional em 2010 e, desde então, vinha aplicando o mesmo percentual de atualização aos demais níveis da carreira, contemplando as progressões e a formação dos professores.
O sindicalista afirmou que a gestão do prefeito Tony Pablo entende que não precisa aplicar o percentual porque nenhum professor recebe abaixo do piso nacional. Essa posição foi relatada por Neves durante a entrevista.

Para o representante do Sinsemuc, porém, a discussão envolve a manutenção da atualização na tabela salarial, e não apenas o cumprimento do valor mínimo pago à categoria.
Neves também declarou que o município recebeu mais de R$ 8 milhões do Fundeb em agosto. Segundo ele, seria o maior repasse registrado para aquele mês desde a criação do fundo. O sindicalista citou o valor para defender que há recursos disponíveis para atender à reivindicação.
“Recurso tem, legalidade tem, o que não tem é boa vontade por parte da gestão municipal”, afirmou.
O sindicato sustenta que a cobrança busca preservar uma prática adotada pelo município há mais de 15 anos e valorizar os profissionais conforme sua trajetória e qualificação.
Nelson Salles da Redação
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