
O preço da soja voltou a cair na bolsa de Chicago enquanto não há novidades nos fundamentos sobre a demanda. Os contratos da oleaginosa com entrega para julho fecharam em baixa de 0,81% nesta quarta-feira (20/5), a US$ 11,9975 o bushel.
No início da semana, a expectativa do mercado era para o anúncio de novas compras de soja americana por parte da China, após a Casa Branca anunciar um acordo com os chineses. No entanto, até o momento, não houve nenhuma indicação do país asiático em elevar a importação do grão americano.
Para Fabio Meneghin, diretor e sócio fundador da Veeries, caso a China importe as 25 milhões de toneladas esperadas pelo governo dos EUA, não haveria grande mudança no cenário de demanda.
“Esse acordo EUA-China é na verdade o volume de comércio que já existia antes entre os países. Os EUA sempre venderam algo entre 25 milhões a 27 milhões de toneladas de soja para a China. Só não tivemos essa quantidade na safra 2025/26 por causa da guerra comercial”, disse.
Ele acrescenta que sem novidades nas negociações entre americanos e chineses, as notícias que podem mexer com preços virão da safra nos Estados Unidos.
“Os EUA plantaram uma boa safra de soja e não tiveram problemas com fertilizantes, já que eles foram adquiridos antes da guerra [contra o Irã]. Agora vai depender do clima, se tudo correr bem, deveremos ter as cotações oscilando entre US$ 11,50 a US$ 12 o bushel”, finalizou Meneghin.
Milho
O milho liderou o movimento de queda dos grãos em Chicago. Na sessão de hoje, os contratos para julho fecharam em baixa de 2%, a US$ 4,7525 o bushel.
As chuvas previstas para áreas produtoras de milho nos EUA trazem tranquilidade às questões de oferta do cereal.
Segundo Fabio Meneghin, da Veeries, a manutenção do clima favorável para as lavouras americanas até o início da colheita deve fazer os preços oscilar em uma faixa entre US$ 4,70 a US$ 5 o bushel no curto prazo.
Trigo
Os preços do trigo caíram na bolsa de Chicago com investidores embolsando lucros após as altas recentes. Os lotes para julho registraram baixa de 1,01%, para US$ 6,6050 o bushel.
A realização de lucros foi desencadeada pelas previsões otimistas com o clima. Segundo a consultoria Granar, algumas regiões produtoras de trigo, que vêm sofrendo com a seca, deverão receber chuvas nos próximos sete dias.
Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)