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Soja e milho registram baixa em Chicago com investidores atentos ao USDA

Trigo avançou na sessão, com expectativa de redução nos estoques americanos

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Investidores adotam postura cautelosa antes do relatório de oferta e demanda do USDA — Foto: Preston Keres/USDA

Os preços da soja caíram na bolsa de Chicago em dia de realização de lucros, com investidores guardando posições antes da divulgação de novos dados sobre oferta e demanda mundial. Os lotes da oleaginosa para agosto fecharam em baixa de 1,30% nesta quinta-feira (9/7), a US$ 11,7775 o bushel.

Segundo boletim da T&F Consultoria Agroeconômica, após as altas recentes provocadas por preocupações com o clima nos EUA, o preço da soja perdeu força devido a vendas técnicas e à realização de lucros por parte dos investidores.

Eles também adotam uma postura mais cautelosa, uma vez que nesta sexta-feira (10), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda global.

Segundo estimativa de analistas de mercado, o órgão americano deverá indicar uma safra de soja no país de 121,36 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. Se confirmado, esse número pode ocasionar pressão de baixa para os preços, uma vez que, em junho, a projeção do USDA apontou uma safra de 120,70 milhões de toneladas.

Milho

Em um movimento de realização, e ainda à espera de novas projeções de safra, o preço do milho cedeu em Chicago. Os lotes com entrega para setembro fecharam em queda de 0,80%, negociados a US$ 4,3150 o bushel.

A aposta de analistas de mercado é para uma redução na safra americana 2026/27, saindo de 406,29 milhões de toneladas divulgadas no mês passado para 405,78 milhões no relatório de amanhã, de acordo com a aposta dos analistas.

Trigo

Os preços do trigo subiram em Chicago. Os contratos futuros com entrega para setembro fecharam em alta de 1,97%, a US$ 6,1975 o bushel.

As cotações do trigo subiram encontrando apoio nas apostas dos analistas, que esperam redução nos estoques finais dos EUA em 2026/27. Na visão deles, o USDA deverá reduzir para 19,43 milhões de toneladas sua estimativa para as reservas do cereal no país, um volume abaixo das 20,25 milhões projetadas pelo departamento há um mês.

Por Paulo Santos — São Paulo


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