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Suspeito de abuso contra duas crianças em Cacoal estaria solto

Caso envolvendo bebê de seis meses e menina de dois anos gera revolta; informações preliminares indicam divergência entre equipes que examinaram e delegado que atendeu o caso

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Suspeito de abuso contra duas crianças em Cacoal estaria solto

O caso que chocou a população de Cacoal (RO), nesta segunda-feira, dia 2 de março, ganhou novos desdobramentos que ampliam a tensão em torno da investigação. Informações que chegaram ao site O Minuto Notícia, indicam que o homem suspeito de abusar de duas crianças — um bebê de seis meses e uma menina de dois anos — já estaria em liberdade após laudo do médico legista não confirmar sinais de violência sexual.

Segundo as apurações iniciais, a equipe médica do pronto-socorro infantil teria identificado indícios compatíveis com possível abuso, o que motivou o acionamento da Polícia Militar e a condução do suspeito à delegacia. No entanto, o delegado que atendeu o caso de forma online, teria concluído pela ausência de vestígios de violência sexual nas crianças. A mãe teria sido orientada por uma autoridade a buscar no Ministério Público um novo exame das crianças.

Ainda conforme as informações preliminares, as lesões observadas na região genital das vítimas e o relato da criança de dois anos não teriam sido considerados suficientes, sob o ponto de vista técnico-pericial, para confirmar a materialidade do crime. O delegado regional Dr. Juarez falou com a equipe do O Minuto Notícia - Informação é Poder, nesta manhã de terça.

Segundo o delgado, o servidor público não foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira, 2 de março, porque o delegado plantonista entendeu que não havia elementos para a prisão em flagrante. Foi instaurado Inquérito Policial na DEAM que vai apurar os fatos.

O investigado é servidor da Câmara Municipal de Cacoal, onde ocupava cargo de telefonista desde 2018. Há relatos de que ele estaria afastado das funções por questões de saúde, incluindo diagnóstico de esquizofrenia, mas até o fechamento desta matéria o Poder Legislativo municipal não havia divulgado nota oficial esclarecendo a situação funcional do servidor.

Outro ponto que preocupa as autoridades é a circulação, em grupos de WhatsApp e redes sociais de maneira geral, de foto e endereço atribuídos ao suspeito.

Especialistas alertam que a divulgação de dados pessoais de investigados — especialmente antes de eventual condenação — pode configurar crime e colocar terceiros em risco, incluindo familiares.

De acordo com as informações levantadas, o homem era conhecido da família e frequentava a residência onde as crianças estavam. A babá que cuidava dos menores teria se ausentado do local, deixando-os sob responsabilidade do suspeito. Até o momento, não há confirmação pública se a cuidadora já foi formalmente ouvida pela polícia e o conteúdo do seu depoimento é inacessível neste momento.

Por envolver vítimas menores de idade, o conteúdo do boletim de ocorrência e detalhes da investigação seguem sob sigilo legal. O caso permanece em apuração pelas autoridades competentes.

A reportagem do O Minuto Notícia continua acompanhando o caso e trará novas informações assim que houver confirmações oficiais.


Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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