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Suspeito de feminicídio no Habitar Brasil tem prisão preventiva decretada e nega crime, em Cacoal, RO

Edilsa Gomes Ferreira foi encontrada carbonizada dentro da própria residência; Polícia Civil apura suspeita de que vítima tenha sido impedida de escapar do incêndio

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Suspeito foi identificado como Elessandro Faquim Bittencourt

Uma tragédia que abalou os moradores do bairro Habitar Brasil, em Cacoal (RO), ganhou novos desdobramentos nesta semana. Edilsa Gomes Ferreira foi encontrada carbonizada no interior da própria residência após um incêndio de grandes proporções consumir o imóvel.

As informações são da TV Suruí Cacoal, canal 15.1 e foram ao ar nesta semana, durante o programa Comando na TV.

O caso, inicialmente atendido pelo Corpo de Bombeiros como uma ocorrência de combate a incêndio, passou a ser tratado sob a perspectiva criminal e é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida da Polícia Civil, com suspeita de feminicídio. O suspeito é Elessandro Faquim Bittencourt, que nega o crime.

De acordo com as informações apuradas até o momento, existe a suspeita de que Edilsa tenha sido impedida de deixar a residência enquanto o imóvel era consumido pelas chamas. Também está sob investigação a possibilidade de o incêndio ter sido provocado de forma criminosa.

A intensidade do fogo exigiu uma resposta imediata do Corpo de Bombeiros. As equipes trabalharam no combate às chamas e realizaram os procedimentos necessários no imóvel, mas Edilsa foi encontrada sem vida.

Suspeito teve prisão convertida em preventiva

O principal suspeito é um homem que mantinha relacionamento com a vítima. Ele foi preso em flagrante no dia da ocorrência e, posteriormente, durante audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva, permanecendo à disposição da Justiça.

Já no sistema prisional de Cacoal, o investigado prestou depoimento à equipe responsável pela investigação. Durante a oitiva, ele negou ter praticado o crime.

A Polícia Civil confirmou ainda a existência de um histórico de conflitos familiares envolvendo o casal, circunstância considerada relevante para a investigação e que faz com que os trabalhos policiais também estejam concentrados na apuração de um possível contexto de violência doméstica.

Perícia será fundamental

Apesar das suspeitas levantadas durante as primeiras diligências, a Polícia Civil mantém as investigações em andamento. Testemunhas estão sendo ouvidas e novas diligências são realizadas para reconstruir os acontecimentos que antecederam o incêndio e a morte de Edilsa.

Os laudos periciais deverão ter papel fundamental para determinar a origem do fogo, sua dinâmica e outros elementos técnicos encontrados no imóvel.

A confirmação de que Edilsa foi efetivamente impedida de escapar, assim como a definição da autoria e das circunstâncias em que o incêndio começou, ainda depende da conclusão da investigação policial e dos exames periciais.

Até que as apurações sejam concluídas, o homem permanece na condição de investigado, e sua responsabilidade criminal deverá ser definida no decorrer do processo, respeitados o contraditório e a ampla defesa.





Nelson Salles da Redação

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