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Teatro em Copacabana passa a se chamar Fernanda Montenegro

Fernanda Montenegro batiza com seu nome teatro do Copacabana Palace, onde ela é recordista de temporadas

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Teatro em Copacabana passa a se chamar Fernanda Montenegro


Trata-se de uma homenagem mais do que merecida. Justa, até. Afinal, além de tratar-se de uma de nossas mais importantes atrizes, ela é campeã de temporadas naquela casa de espetáculos. Fernanda Montenegro batiza agora o teatro do Belmond Copacabana Palace, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. O nome da grande atriz já pode ser visto no foyer de acesso ao teatro desde a noite da última quarta-feira (1º de abril).

Foi naquele palco onde, em 1950, Fernanda estreou na profissão. A montagem em questão era a de “As alegres canções na montanha (3.200 metros de altitude)”, encenada sob a direção de Esther Leão (1892-1971), atriz portuguesa e radicada brasileira.

De lá para cá, Fernandona, como é carinhosamente tratada pelos colegas, estrelou outras montagens naquele teatro, como as de “Jezebel” (1952), “Mary Mary”(1963), “Qualquer quarta-feira” (1964) e “Plaza suíte” (1970), fazendo dela a recordista de temporadas naquela casa.

E a grande dama à casa torna. Ela vai subir ao palco do teatro a que dá agora nome já neste fim de semana. Fernanda apresenta entre os dias 3 e 5 e de 17 a 19, respectivamente as leituras que faz das crônicas de Nelson Rodrigues (1912-1980) e a de “A cerimônia do adeus”, de Simone de Beauvoir (1908-1986).

– É uma honra imensurável que nosso teatro leve o nome de Fernanda. Ela ajudou a construí-lo como um ícone da cultura brasileira. Rebatizá-lo é celebrar o passado, o presente e o futuro da nossa arte – celebra Ulisses Marreiros, diretor da Belmond no Brasil.

O teatro do Copa abrigou montagens antológicas como a que, em 1983, teve Marília Pêra (1943-2015) à frente do elenco de “Adorável Júlia”, sob a direção de Domingos Oliveira (1936-2019) e, no fim da mesma década, as de “A estrela do lar”, com Marieta Severo dirigida por Mauro Rasi (1949-2003), ele também autor do texto, e a de “Encontrar-se”, em encenação estrelada por Renata Sorrah sob a direção de Ulysses Cruz.

Fernanda teve também seu nome dado a uma das três salas que, nos anos 1990, compuseram o hoje extinto Teatro Leblon, cujas demais salas foram também batizadas com os nomes de Marília Pêra e de Tonia Carrero (1922-2018).

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e divulgação (imagem)

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