
Cachorros robôs controlados remotamente, alimentados por inteligência artificial e com câmeras térmicas são algumas das inovações que pretendem contribuir com a segurança das lavouras pelo mundo. Entre os seus produtos robóticos, a startup americana Asylon, criou o “DroneDog”, feitos para patrulhar áreas extensas, transmitir imagens em tempo real e identificar ameaças.
Segundo a fabricante, o modelo é capaz de enfrentar qualquer terreno, subir escadas, atravessar superfícies irregulares e manobrar em espaços apertados. E essa tecnologia já é utilizada em operações agrícolas.
Assista à demonstração em um terreno acidentado:
Segundo informações do Future Farming, site especializado em tecnologia para agricultura, a Bayer, multinacional alemã de biotecnologia, por exemplo, utiliza os robôs em suas unidades de cultivo no Havaí (EUA), onde mantém cerca de 3,2 mil hectares dedicados à produção de sementes de milho, responsáveis, inclusive, por grande parte do abastecimento global da companhia.
Os cães robóticos estão atuando como um complemento das patrulhas tradicionais feitas por agentes em áreas mais vulneráveis a invasões, incêndios florestais e ataques de animais.
As câmeras do robô possuem um zoom de até 20 vezes. Operam conectadas ao Centro de Operações de Segurança Robótica (RSOC). As imagens são enviadas para o controle, onde as equipes identificam e respondem às possíveis ocorrências.
E tem até “canil”. Quando não estão em patrulha, os robôs retornam automaticamente para a estações de recarga para carregar a bateria.
A Bayer informou que o uso dos robôs ampliou a frequência das patrulhas, reduziu custos operacionais e diminuiu a necessidade de veículos no campo. Outra vantagem foi a geração de vídeos de incidentes que podem servir para análises mais robustas ou até processos legais.

Por Marcos Fantin — São Paulo