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Tem colunistas no Sudeste do país achando que ainda há leitores como dantes

Nelson Salim Salles é profissional de comunicação há 30 anos. É apresentador de TV e de rádio, além de redator.

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Tem colunistas no Sudeste do país achando que ainda há leitores como dantes

Ah, a ala dos colunistas! Esse seleto grupo de iluminados que, em meio ao caos mundial, nos guia com suas pérolas semanais — cada um mais original do que o outro, claro.

Em resumo: o colunista é a “voz própria” dentro de um veículo, que além de informar, provoca reflexão, gera debate e cria identidade com o público. Diferente de um repórter, que foca em narrar fatos, o colunista geralmente comenta, interpreta ou opina sobre acontecimentos de interesse público. Mas alguns colunistas da Folha de São Paulo, têm chamado bastante a atenção, no que diz respeito a demonstrar uma situação através de suas respectivas colunas. São vários, mas preste atenção, nestes cinco seletos seres pensantes: Vinicius Torres Freire nos lembra que a economia está esquecida. Pois é, parece que ela foi comprar cigarro e nunca mais voltou, deixando a política em estado de transe permanente. Quem precisa de PIB quando se tem polarização, não é mesmo? Celso Rocha de Barros aponta que Eduardo Bolsonaro fala com a ala mais alucinada do governo Trump. Sim, porque o sonho de todo brasileiro é ser subcelebridade em Washington, conversando com lunáticos de primeira linha. Ele quase atacou a honra do político brasileiro. Forte né? Muniz Sodré traz o enredo de ficção científica: a “realidade paralela” das redes bolsonaristas. Uma mistura de Matrix com sessão espírita — só que sem efeitos especiais, só prints de WhatsApp. E é a pura verdade... Antonio Prata pergunta se, com a inteligência artificial, humanos deixarão de ser mercadoria. “Olha, considerando que a maioria já se vende barato por um “like” no Instagram, talvez seja tarde para esse lamento existencial”, ele pontuou assim. Sylvia Colombo nos leva até a Bolívia, que estaria entrando em um novo ciclo ambiental. Finalmente um assunto sério, mas não Bolívia. Será que tem alguma coisa séria na América Latina? Pena que, no Brasil, o ciclo ambiental mais comentado ainda seja o do mosquito da dengue. E ele, o Aedes, tem ganhado de goleada da população tem todo o território nacional. No fim, cada um escreve como se tivesse descoberto a pólvora. E nós, pobres leitores, seguimos devorando essas colunas porque — convenhamos — rir das tragédias nacionais já virou esporte olímpico. E então, qual desses gênios de gabinete você acha que merece a medalha de ouro na categoria “colunista mais conectado à realidade paralela” ? Eu particularmente leio vários colunistas e queria ter coragem para comentar sobre os colunistas rondonienses, mas ainda não tenho. Em Cacoal, tem gente que também viaja muito, mas sem sair da cadeirinha, que muitas vezes, está numa repartição pública, onde presta serviços.... O texto do colunista costuma carregar sua “marca pessoal”, seja pelo tom crítico, sarcástico, literário ou informativo. Os colunistas têm papel importante em influenciar leitores, já que oferecem visões particulares sobre os fatos, muitas vezes instigando debates. Eles publicam de forma recorrente (diária, semanal, quinzenal), criando vínculo com o público que acompanha sua produção. O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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