Palmeiras x Novorizontino — Foto: Ettore Chiereguini/Agif
O Palmeiras saiu na frente do Novorizontino na final do Campeonato Paulista, ao vencer por 1 a 0 na quarta-feira, na Arena Crefisa Barueri. O placar magro escancara as dificuldades encontradas pelo Verdão na partida, superadas apenas por uma valência já conhecida de Marlon Freitas: a bola longa.
Abel Ferreira manteve a base da equipe que chegou à decisão, com apenas uma mudança: Sosa no lugar de Vitor Roque. O Tigrinho, titular absoluto, não iniciou porque sofreu com dores após a semifinal contra o São Paulo, no domingo.
A ausência foi sentida nos minutos iniciais. Flaco precisou sair mais para buscar jogo, diante da marcação do Novorizontino, enquanto Sosa e Allan se revezavam para ocupar o lugar deixado pelo argentino dentro da área.
O domínio do Palmeiras na posse de bola era incontestável, perto de 70%, mas não se refletia em grandes chances. O time do interior povoava o meio-campo, e os comandados de Abel Ferreira tentavam pelos flancos, sem sucesso. As melhores chances vinham pelo lado esquerdo, com Maurício e Piquerez. Até os 30 minutos do primeiro tempo foi assim.
Três minutos mais tarde, veio a quebra que o Palmeiras precisava. Diante da dificuldade de sair jogando, Marlon Freitas apostou na bola longa, algo que já fazia desde os tempos de Botafogo, e funcionou. Sosa dominou o lançamento de 41 metros do camisa 17 e serviu Flaco López, que venceu Jordi com chute rasteiro.
Depois do gol, o Verdão foi do céu ao inferno. Teve a chance de ampliar em raro contra-ataque com a defesa do Novorizontino desarrumada, mas Allan acertou a trave. A animação deu lugar ao desespero quando Andreas Pereira errou duas vezes na saída, após pressão do Novorizontino.
Na primeira, Robson quase marcou. Depois, o artilheiro do Paulistão teve a chance em pênalti sofrido por Vinicius Paiva, mas bateu mal, no centro do gol. Carlos Miguel, um personagem positivo desse jogo de ida da decisão, defendeu. Murilo teve nova chance de ampliar para o Palmeiras no último lance, mas cabeceou errado no cruzamento preciso de Andreas.
– É muito difícil encontrar jogadas, jogadores acima de 85% de acerto já é muito bom. Alguns ficam mais nos olhos. A bola que dá o lance do pênalti, não podemos perder aquela bola. A única forma que tens que estar preparado é não perder a bola, mas faz parte. Eles sabem, são detalhes que são facilmente fáceis de corrigir, mas têm muito mais a ver com isso, o momento, a decisão, a confiança – explicou Abel.

Abel Ferreira em Palmeiras x Novorizontino — Foto: Marcos Ribolli
O segundo tempo viu mais do mesmo, com dificuldades do Palmeiras na saída de bola e poucas oportunidades. As melhores vieram com a mesma fórmula da etapa inicial, em lançamentos longos, como em chute de Khellven, em assistência de Flaco, defendida por Jordi. Vale destacar que o Verdão ainda teve um gol anulado de Gustavo Gómez, por impedimento.
A solução encontrada por Abel Ferreira foi a entrada de Jhon Arias, logo após o gol anulado de Gustavo Gómez. O colombiano conduz muito bem a bola, algo que faltou ao Palmeiras no primeiro tempo, quebrando as linhas de marcação do Novorizontino. Ele foi um dos principais nomes do segundo tempo.
– Não falta nada (para que Arias seja titular). A equipe está bem. Há jogos que se decide na segunda parte, temos que ter bons jogadores dentro e no banco. Como todos os outros, aqui somos todos iguais, seja pela idade, cor, experiência. Mas é uma opção que temos que pode entrar do banco ou de início – completou o português.
Não foi o resultado esperado, mas o Palmeiras fez o que era possível diante da principal característica do Novorizontino. Foi a solidez defensiva que colocou o time do interior na decisão, mas Abel Ferreira e companhia já podem tirar algumas lições para o jogo de volta.
O segundo e decisivo confronto da decisão será disputado no domingo, às 20h30 (de Brasília), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. O Palmeiras pode até empatar para conquistar seu 27º título estadual.
Por Guilherme Xavier — São Paulo